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Ponto de Vista







20-03-2010


O livro de Homero



Nesta semana, mais um acontecimento para marcar a vida de um bom amigo, político e, acima de tudo, um pai de família exemplar: o lançamento do livro “A vida de Homero Santos”.

Não foi mais um livro, mas o livro, porque trata de uma vida de realização, de carinho. Homero Santos foi um homem além do seu tempo, fazia política como um sacerdócio. Um São Francisco de Assis da política.

O lançamento foi no saguão da biblioteca da Universidade Federal de Uberlândia; organizado pela família, momento de muitas emoções. Ali, amigos e familiares se encontraram para prestar uma homenagem e ao mesmo tempo receber, mais uma vez, um pouco de carinho de alguém que veio a esta vida para servir.

Familiares, professores, pessoas dos mais diversos segmentos estiveram presentes; um misto de alegria, de tristeza e de saudade de Homero. Ele deixou um legado para todos, um passado, o ato de servir com amor – isso, conseguiu fazer como ninguém. Para quem quer fazer uma boa política e/ou ter uma vida de respeito, Homero deixou centenas de práticas.

Amigos se deslocaram de várias partes do país para prestigiar e ganhar mais um ensinamento de vida — porque cada palavra do lançamento continha um bom exemplo. Todos os presentes sentiram, pela forma carinhosa como a família organizou o evento, que Homero estava presente.

O reitor emérito, professor e amigo de Homero, Juarez Altafin, lançou a proposta para que o campus Santa Mônica receba o nome de Homero, a exemplo do que já, de forma merecida, o Umuarama recebeu o nome de Rondon Pacheco. Para um homem que dedicou a vida servindo à comunidade será mais uma homenagem justa.

O magnífico reitor Alfredo Júlio Fernandes Neto reiterou a importância dos seus trabalhos, disse que o livro não poderia ser lançado em outro lugar, porque a universidade é um local de Homero. O prefeito Odelmo Leão foi muito feliz durante o seu pronunciamento ao reconhecer Homero como colega e seu conselheiro de política, tanto quando foi presidente do Sindicato Rural quanto quando foi deputado federal. O genro de Homero Santos — Felipe Attiê, a filha e a esposa dona Martha agradeceram a todos os presentes com muita emoção.

Todos os que compareceram ao evento tinham uma coisa muito forte em comum: o amor por um homem que soube colocar o interesse da comunidade acima de todos os outros. Não é fácil encontrar, nos dias de hoje, pessoas com este sentimento. Homero fazia o bem como parte do seu ser e tinha amor interior.

O livro é mais um presente que sua família dá a todos. A renda obtida ao se venderem os exemplares será doada à Escola Estadual de Educação Especial Novo Horizonte. No encerramento foi apresentada a sua última entrevista, na qual Homero finaliza pedindo que não se esquecessem dele. Não há como esquecer, ele não apenas deixou uma boa história, mas contribuiu de forma efetiva com a história do nosso país, mostrou com sabedoria o valor de servir com simplicidade.

Hélio Mendes
Prof. e consultor de estratégia e gestão
latino@institutolatino.com.br





Comentários (1)



Comentários




Murilo Job
20-03-2010
Apenas gostaria de esclarecer uma dúvida: O reitor emérito Juarez Altafim não pediu anteriormente, jornal, que fosse dado o nome de Virgilio Galassi(logo após a sua morte) aos...do Sta Mônica? Ele mudou de idéia ou eu estou enganado? Obs: Veja bem, não que eu seja contra. Dr. Homero merece todas as honrarias e homenagens. Só gostaria de saber se trata do mesmo a que ele se referiu na época... Grato, atenciosamente.
















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