
| Foto:Lailson Santos/Divulgação |
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| Banda goiana segue sem comprativos |
Violins é uma das bandas mais peculiares do cenário musical da atualidade. O trabalho do vocalista, guitarrista e compositor Beto Cupertino com o baterista Pierre Alcanfor, o baixista Thiago Ricco e o tecladista Pedro Saddi não tem comparativos em território nacional e muito menos na música mundial.
O quinto disco dos goianos, “A Redenção dos Corpos” (Monstro Discos, 2008), traz uma coletânea de pequenas histórias feitas de personagens marcantes saídos da mente de Beto.
Idealizado como um álbum para violão, as músicas mudaram durante o processo gravação. A voz e os teclados e o violão estão na primeira parte do disco, as sete primeiras músicas, enquanto a segunda “O Fim da Música Como Arte” traz elementos eletrônicos ainda inéditos na discografia que começou em 2001 com o EP “Wake Up And Dream”. Nesta época, a banda ainda atendia pelo nome Violins & Old Books e cantava em inglês.
Quando anunciaram o segundo disco, “Aurora Prisma” (2003), em português, esta colunista recusou-se a ouvir porque considerava que eles estavam perfeitos e não poderiam mudar, quem imaginaria, melhorar com composições em português.
A resistência teve fim com o terceiro disco, “Grandes Infiéis” (2005). A abertura com “Hans” traz riffs pesados de guitarra que caem após alguns compassos na voz forte e melódica de Beto. “Sempre pensamos em algo que seja atrativo primeiro para nós, como banda. Algo que nos mantenha vivos e que nos leve a terrenos onde nunca pisamos.”
Por pouco o Violins não parou antes do lançamento de seu quarto disco, “Tribunal Surdo” (2007). O guitarrista Léo Alcanfor e o irmão, o baterista Pierre, deixaram a banda. “O que iríamos fazer sem eles? Além de excelentes músicos são grandes amigos”, disse Beto. Mas Pierre reconsiderou e retornou ao seu lar. Léo segue com uma nova banda, a Mugo, e continuam amigos.
Voz a mocinhos e bandidos
| Foto:Adreana Oliveira/Editora |
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| Violins ao vivo em Goiânia |
EXCLUSIVO DO SITE
Confira a íntegra de algumas respostas de Beto Cupertino.
| Foto:Adreana Oliveira/Editora |
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| Beto Cupertino |
BETO CUPERTINO: “A Redenção dos Corpos” nasceu como uma idéia para ser um disco mais de violão e na verdade foi o nosso disco que mais mudou no processo de gravação. Nos outros a gente tinha gravado como estava planejado e desta vez as músicas se modificaram bastante. Dividimos o disco em duas partes. Na primeira ficou mais com voz, violão e teclado. Para não soar preguiçoso, usamos alguns elementos eletrônicos. Na segunda parte fizemos um lance mais de banda mesmo, mais tradicional. A gente sempre quer algo atrativo e estamos mais preocupados com o que queremos do que em uma repercussão na mídia ou na expectativa do público. O objetivo é manter a banda viva e pisar em terrenos que nunca pisamos. Funciona como um exercício.
Vocês já passaram por algumas mudanças na formação, mas, é verdade que a banda quase acabou quando o guitarrista Léo Alcanfor saiu?
Sim. Na verdade é que quando o Léo saiu o Pierre saiu também. Eu, o Thiago e o Pedro ficamos pensando no que fazer porque os dois eram muito importantes na concepção do Violins. A banda realmente acabou por alguns dias. Foi quando o Pierre reconsiderou, conversou com a gente e voltou a tocar continuamos como uma banda mais enxuta, com uma guitarra só. Nos shows algumas músicas são difíceis de se fazer sem a segunda guitarra, mas a gente se adapta. O Léo ainda é muito importante para nós, sentimos falta dele mas estamos nos acostumando com a sua ausência.
Foto:Adreana Oliveira/Editora

Léo fez uma participação no show do Violins
no festival Bananada deste ano
Quando conversamos, há muito tempo, sobre as diferenças de compor em inglês e português, você me falou que tinha uma certa insegurança com o idioma natal. Como está isso hoje?
Estou mais seguro. Afinal, foi só o primeiro disco em inglês, 90% 90% dos nossos discos é em português. Encaramos o “Aurora Prisma” como uma transição. Eu sempre compus em português antes de cantar com a banda. É diferente e difícil porque tem que pensar a lógica, a métrica, no tamanho das palavras, é tudo diferente. É bem mais difícil fazer música em português soar bonito, tem que se tomar muito cuidado. Algo que às vezes passa despercebido nas letras em inglês. É instigante. Eu gosto do desafio e estou bastante tranqüilo na tarefa. Não é nada penoso...acho legal parar e fazer uma letra em português.
Você comentou certa vez sobre um estilo Tarantino [Quentin Tarantino, cineasta] de fazer música, principalmente pelos polêmicos personagens de suas músicas. Como você arquiteta esses personagens?
Gosto de criar pequenas histórias e a música é um espaço pequeno para passar essa mensagem, por isso a idéia de criar um personagem peculiar para criar a imagem dele direto na cabeça da pessoa. É como dar voz a mocinhos e bandidos, pode perceber que são sempre personagens extremos – por parte do bem ou do mal - como o louco de “Manicômio”, entre outros. O bom é que não tem como fazer juízo de valor. Você está contando uma história e a pessoa encara como quer. Alguns entendem, outros ficam de cabelo em pé.
Entre todos os shows que já vi do Violins percebi que vocês não costumam se repetir muito. Vocês têm tocado o tanto gostariam ou acham que deveriam tocar? Como estão as apresentações fora de Goiânia?
A gente não faz muitos shows mesmo. Primeiro porque trabalhamos a semana toda e não tem como ficar numa turnê de uma semana. Quando possível tocamos nos fins de semana. Hoje em dia a gente não sai se não tiver passagens, hotel e alimentação bancados pelo produtor. Não tiramos nada do bolso para tocar e, acredite, isso limita bastante a nossa participação em alguns festivais. Quando oferecem as condições mínimas a gente vai. No início a gente tocou bastante bancando as passagens e fizemos um roteiro interessante de festivais, mas hoje, com cinco discosl lançados, não queremos voltar atrás.
CORREIO: Quer dizer que vocês não pensam em viver só de música?
Pra gente não existe isso mais. Até pensamos em viver de música por uns dois ou três anos de banda. Já se foram oito. Não temos este sonho, ou objetivo. Se analisar bem nossos últimos discos vai ver que não tem nada que vá nos privilegiar para tocar em lugares de massa, rádio ou nos dar dinheiro. Não vivo de música no sentido financeiro, mas vivo dela no sentido artístico porque é algo que me dá prazer na vida. Não exijo dela que sustente no meu cotidiano e dessa forma nada me distrai da música em si. Em criação artística sou livre com relação a banda e música. Não seguimos uma cartilha e não ficamos loucos pensando no que fazer para pagar as contas. É uma situação saudável porque te livra do desespero de criar algo que seja sucesso financeiro que pode vir a matar a banda porque a probabilidade maior é que isso não se concretize. Acredito que as bandas independentes que optaram por viver apenas de música no Brasil devem passar por algumas dificuldades
Percebi que vocês não deixam todas as músicas disponíveis para download gratuito. Qual o posicionamento da banda quando ao mundo virtual?
Usamos um esquema diferente em “A Redenção dos Corpos”. Por 14 dias liberamos uma banda por dia, que ficou disponível para download. É uma forma de valorizar o disco. Enquanto temos o apoio da Monstro [gravadora] nas prensagens temos que valorizar isso. Mas as músicas ficam disponíveis para audição. Tem que haver um meio termo. No momento, ainda acho que o disco físico é interessante. Não sei por quanto tempo.
Me diz o que você tem ouvido ultimamente.
Ouço mais música no carro e ultimamente ouvi o novo do Sigur Ròs, [Með Suð í Eyrum Við Spilum Endalaust]. Chegou na minha mão também o novo do Panic! At the Disco, que se chama “Pretty Odd”. Achei genial porque era uma banda emo e de repente mudaram completamente, não entendi nada, ta meio Beatles, meio anos 60, achei genial. Outros que gosto e ouvi recentemente são os novos do Death Cab For Cutie [Narrow Stairs] e Portishead [Third].
Assista a um vídeo ao vivo de “Manobrista de Homens”
Vídeo ao vivo de “Hans”
GIRO INDIE
| Foto:Divulgação |
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| Banda fará turnê no Brasil |
O Metallica divulgou os nomes de algumas músicas do próximo disco, com lançamento previsto para setembro. Confira: “That Was Just Your Life”, “The End Of The Line”, “Broken, Beat & Scarred”, “The Day That Never Comes”, “All Nightmare Long”, “Cyanide”, “The Unforgiven III”, “The Judas Kiss”, “Suicide & Redemption” e “My Apocalypse”. Para ficar por dentro das novidades da banda: www.metallica.com.

A idéia é básica: quando músicos se juntam em um novo projeto, querem fazer algo diferente. Foi nessa proposta que surgiu a banda uberlandense DYF. “Foi de diferente que veio o DIF, mas não tenho idéia de onde saiu esse Y”, disse o baterista João. Ao lado de seu irmão, o baixista Zé, Ávner (vocal), Dicroiz e Lucrão (guitarras), ele busca mais espaço na cena uberlandense e por que não, nacional.
| Foto:Aline Paparotto/Divulgação |
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| Banda de Hardcore aproveita a internet para manter os fãs informados das novidades |
Santo de casa
Enquanto toca em casa, a DYF procura fazer conexões com bandas dos mais variados estilos. Se para alguns rola um certo bairrismo entre estilos, eles descartam. “Acredito que a cena musical independente de Uberlândia se mostra totalmente contrária a este tipo de comportamento”, afirmou Ávner.
Ele cita como um ponto positivo o Festival Goma de Música Independente, do qual participaram. Na ocasião, grupos de hardcore como como Alliance (BH), Fadiga (UDI) e Outra Chance (UDI) chamavam uma audiência harcore. Mas a surpresa geral foi a galera ficar para assistir a uma banda acreana chamada Filomedusa, que não tinha nada a ver com o estilo das demais e tampouco era conhecida na cidade.
Além do trabalho para o primeiro CD, a DYF pensa o primeiro videoclipe. O baixista Zé disse que a música escolhida foi “Aquário”, que trará imagens de alguns shows que fizeram neste ano. “E será totalmente independente”, afirmou. Para saber mais: www.www.myspace.com/bandadyf.
| Foto:Divulgação |
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| Mais um super-show confirmado para o Brasil: NIN |
Giro Indie
* Mais um super-show confirmado para o Brasil. A grande representante mundial do rock eletrônico industrial Nine Inch Nails (NIN) chega ao Brasil em outubro para duas apresentações. Esta será a segunda vez que a banda liderada por Trent Raznor tocará no País.
* Eles vieram em 2005 com a tour de “With Teeth”. Eu estive lá e garanto que os caras são muito bons ao vivo. As datas são dia 7 de outubro, na Via Funchal, em São Paulo e no dia 9, em Porto Alegre, na programação do Pepsi on Stage. Essa tour começou na América do Norte e divulga The Slip, álbum lançado neste ano integralmente pela internet. Os ingressos para o show de São Paulo já estão à venda e variam de R$ 180 a R$ 300. Mais informações no www.viafunchal.com.br.
* Contagem regressiva para o Triângulo Music, que rola no Parque do Sabiá nos dias 8 e 9 de agosto. Neste ano os menores de idade também poderão prestigiar o festival obedecendo às seguintes regras: a partir de 16 anos desacompanhados; de 14 e 15 anos acompanhados de parentes próximos ou dos pais; menores de 13 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis.
| Foto:Divulgação |
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| Nx Zero estará no Triângulo Music |

Geralmente, qualquer erro no site ou no jornal rende que é uma beleza. Mas não é só a gente que erra não. Estou aguardando aqui uma ligação da produção do NxZero para uma entrevista. Como não sou muito ligada neles estava dando uma olhada na rede para me munir de algumas informações.
Me deparei com um vídeo de uma analista de moda que estava justamente falando dos caras. "Eu posso até dizer que eles estão com uma pitada beatnik que é um pouco do que os Beatles usavam na década de 60". "O corte de cabelo deles que todo mundo diz que é emo, pode até ter influência nos emos, que têm influência nesses beatniks, que nada mais são do que os `beatlemanias` que a gente vê por ai...".
Oh my, ela pode até entender de moda, mas tá longe de entender de algum movimento de contra cultura... Eu não to dizendo que eu entendo, só sei o básico. Ai vai o link do vídeo: http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM856035-7822-O+ESTILO+DA+BANDA+NX+ZERO+POR+HELEN+POMPOSELLI,00.html

| Foto:Divulgação |
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| Foto da banda durante ensaio em L.A. |
Com mais de vinte anos de carreira, a banda tem dez álbuns lançados, sendo que os dois últimos, “Ghosts I-IV” e “The Slip” foram lançados este ano somente pela internet. O NIN é conhecido por dar uma cara pop à mistura pesada de rock eletrônico e industrial.
Nos palcos, o grupo surpreende com o uso de elementos visuais espetaculares, além das performances acompanhadas pela destruição de instrumentos musicais. Só quem viu pode entender, impossível desgrudar os olhos do palco.
Essa tour começou na América do Norte divulgando o “The Slip”, álbum lançado nesse ano integralmente pela internet. Além do Brasil, o Nine Inch Nails fará shows na Colômbia (12/10) e Venezuela (15/10).
Os ingressos para o show de São Paulo, que começa às 22 horas, já estão à venda e variam de R$ 180 a R$ 300. Mais informações aqui.
E ai, quem vai?
Discografia
• Pretty Hate Machine (1989)
• Broken (1992)
• The Downward Spiral (1994)
• The Fragile (1999)
•`Things Falling Apart (remixes) (2000)
• All that Could Have Been (2002)
• With Teeth (2005)
• Year Zero (2007)
• Ghosts I-IV (2008)
• The Slip (2008)

O 3 Doors Down está com disco novo depois de três anos longe da mídia. O CD 3 Doors Down (Universal Music), o sexto da carreira, saiu enquanto todo o mundo está com os ouvidos e os olhos voltados para o Coldplay e o seu Viva la Vida. O fato pode roubar um pouco do espaço na mídia do quinteto do Mississipi, mas não tira o trabalho de uma possível lista dos melhores de 2008.
Brad Arnold (vocal), Matt Roberts (guitarra), Todd Harrell (baixo), Chris Henderson (guitarra) e Greg Upchurch (bateria), que formam o 3 Doors Down, como toda banda que se preze, consideram este disco seu melhor trabalho e explicam o período longe dos holofotes. “Tivemos de ter um bom tempo de folga, ir para casa e depois nos reunir de novo como a banda que sempre soubemos ser”, disse o vocalista Brad Arnold no material de divulgação que acompanha o CD.
As 12 canções que recheiam o disco trazem riffs fáceis, os vocais roucos característicos de Brad e momentos que se alternam naquela velha forma refrão-verso-refrão. A pausa impediu que eles repetissem o bom “Away From the Sun” (2002) — ou que ficassem presos a uma segunda “Here With You”, talvez a baladinha mais conhecida da banda — e trouxe de volta a simplicidade, o vigor e a expressão do disco de 1997 que leva o mesmo nome do sexto. “A média de tempo livre que tínhamos era de duas semanas aqui, quatro ou cinco ali. Precisávamos voltar para casa e ter de novo nossas raízes sob nossos pés”, disse o baixista Todd. Desse período de reafirmação surgiram fortes candidatas a hit como “It’s Not My Time” e a poderosa “Train”, que traz uma nostalgia grunge implícita nas guitarras e nos backing vocals. Reza a lenda que o 3 Doors Down começou como uma banda cover do Nirvana.
| Divulgação |
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Reza a lenda que o 3 Doors Down, um quinteto do Mississipi que tem reconhecimento no universo musical, deu início à carreira como uma banda cover do Nirvana |
GIRO INDIE
Seguem algumas atrações já confirmadas no Tim Festival, que rola novamente em outubro, no Brasil: os grupos norte-americanos Gogol Bordello, MGMT e The National, a compositora e pianista de jazz Carla Bley, a revelação do jazz Esperanza Spalding e o cantor, compositor e instrumentista Paul Weller. Além destes, anunciados nesta semana, já estão garantidos no set a lenda viva do sax tenor Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas indie Klaxons e The Gossip.
| Adreana Oliveira |
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Pata de Elefante |
* Hoje as dicas são o Electro Rock, no Coliseu Hall, e U2 Cover, no London Pub.
* Confira mais detalhes no Roteiro. Amanhã é o Dia Mundial do Rock. Comemore do seu jeito.

Domingo de sol e um leve clima frio no início da noite. Na praça Pôr do Sol, em Uberaba (MG), ao lado do aeroporto da cidade, aconteceu o 2º Encontro Novas Tendências. O que se viu ali justifica o nome. Nas mini-quadras de basquete, os meninos se divertiam jogando 21 ou simplesmente arremessando a bola. A diferença é que, nesse domingo, havia um palco na praça. Eles tinham que interromper o jogo, às vezes, para que as pessoas circulassem. Sem problemas, naquela enorme arena havia música, teatro, capoeira, atividades circenses, B’Boys e muitas crianças.
Vestido de Batman, um menino de uns 4 anos fazia as coreografias de menino-morcego ao som da banda Seu Juvenal, que passava o som por volta das 15h, com o sol ainda quente e os mosquitos fazendo a festa na pele dos que tinham sangue doce. Com um atraso de quase três horas, as apresentações no palco começaram com O Eremita. Os MCs samplearam Elis Regina — “O Eremita is in the House, Elis Regina is in the house” — e contaram com a participação, na platéia, de dançarinos de break e B’Boys.
O céu ainda estava azul, com duas pipas empinadas, um avião ou outro decolando e pousando. Quando terminou a apresentação do grupo de capoeira Senzala o sol começava a se pôr. Por volta das 18h, viam-se bicicletas estacionadas, homens e mulheres passeando com os cachorros e algumas senhoras na sua caminhada de fim de tarde. A banda uberabense Seu Juvenal subiu ao palco com seu rock and roll que não chegou a incomodar aqueles que não estavam ali para o show, pelo contrário, conseguiram atenção até mesmo de quem não tem pinta de ser fã de rock. Eles cantaram músicas como “Corone Belzebu” e “Criador e Criatura”, do segundo CD, Caixa Preta, que saiu após uma trajetória de 10 anos. Para fechar, um cover dos Rolling Stones: “Gimme Shelter”.
Nos intervalos, a maior tentação eram as oficinas de circo. Cama elástica, malabarismo e a ginástica artística em tiras chamavam a atenção principalmente das crianças, que não pensavam duas vezes antes de tentar uma aula. Depois do show da Seu Juvenal, um trio fez uma apresentação teatral pouco audível. Ficou claro que era algo sobre o consumo racional de água.
E chegou o friozinho com o show do AcidoGroove, também de Uberaba, com suas belas canções. As baladas que acompanharam o anoitecer foram cantadas por muitos que acompanham o quarteto nos bares da cidade. A execução de “O Anti-Herói” foi particularmente emocionante. Ainda tiveram tempo para um cover, “Estrada de Santos”, de Roberto Carlos.
| Foto:Adreana Oliveira |
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Móveis Coloniais de Acaju tocaram pela primeira vez em Uberaba |
Móveis faz a festa
Após tocar em Uberlândia pela terceira vez na sexta-feira, no Goma, os 10 integrantes da banda Móveis Coloniais de Acaju tocaram pela primeira vez em Uberaba e na platéia — de centenas de pessoas — as músicas deles já eram bastante conhecidas. A turnê do disco Idem está próxima de completar três anos. Enquanto rodam pelo País, eles apresentam músicas ainda disponíveis apenas na internet, como “Lista de Casamento”. A praça e um palco maior favorecem em dois pontos no caso do MCA: é mais fácil para fotografar a banda e a interatividade do público torna um simples show um espetáculo.
“Perca Peso”, “Menina Moça” e “Copacabana” conquistaram punks, indies, skatistas — um deles até fez a tradicional saudação da tribo batendo o skate no palco — e as crianças. Confira as fotos do festival.
Como já passava das 22h, quando começou o último show da noite, da banda de reggae Jahgaia, pegamos o caminho de volta para Uberlândia. Amanhã é dia de a nossa cidade ter um grande evento na praça Sérgio Pacheco.
| Foto: Divulgação |
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Maldita é uma das atrações da edição deste ano do Porão do Rock |
Giro Indie
Foram divulgadas as atrações da edição deste ano do Porão do Rock, em Brasília. Na sexta-feira, dia 1o de agosto, no palco principal tem Suicidal Tendencies (EUA), Matanza (RJ), Mukeka Di Rato (ES), Almah (SP), Nitrominds (SP), Madame Saatan (PA), Sayowa (SP) e MQN. No palco Pílulas: Kill Karma (Espanha), Maldita (RJ) (foto) e Black Drawing Chalks (GO). No sábado, dia 2, no principal: Muse (UK), Papier Tigre (França), The Tandooris (Argentina), SickCity (Alemanha), Pitty (BA), Autoramas (RJ), Mundo Livre S/A (PE), Supergalo (DF), Canastra (RJ). No Pílulas: Orgânica (SP), Amp (PE) e Tom Bloch (RS). Na próxima semana serão escolhidas mais quatro bandas na seletiva de Brasília para quatro vagas no palco Pílulas. Confira toda a programação e os preços de ingressos no Porão do Rock.

| Foto:Reprodução |
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| Se não me engano, esta é a capa |
Para quem não saca muito de inglês, ele explica porque faz isso. Eles concordaram em dar a entrevista para a matéria, fizeram as fotos e tudo mais. Quando alguém da revista ligou perguntando se poderia usar a foto de apenas um deles na capa Ed ficou furioso.
"Danem-se, a gente é uma banda já por quase 16 anos e é a banda que tem que estar na capa". De nada adiantou. A revista saiu apenas com Ed na capa. Eles ficaram furiosos e encararam isso como uma ofensa ao Pearl Jam. Ele disse ainda que deve ter umas 50 cópias em casa e que usa toda vez que vai ao banheiro...
Assista aqui.
Em tempo...a minha cobertura do show de Curitiba do Pearl Jam saiu com foto só do Ed, de página inteira... mas teve a foto mais geral do lado. É que eu queria usar uma foto minha e só aquela servia... Mas no SouthSide, na Alemanha, consegui ótimas fotos de todos eles no palco :)

| Foto:Arquivo pessoal do artista no MySpace |
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| Mel Galley, o primeiro da direita para a esquerda, em sua festa de 60 anos |
A festa aconteceu em março e ele ficou rodeado por amigos e pela família. Hoje foi anunciada sua morte lamentada por fãs das bandas pelas quais passou como Whitesnake, Phenomena, Find Keepers e Trapeze.
Descanse em paz, Galley.
Abaixo, a nota divulgada por ele em fevereiro
"Os médicos já diagnosticaram minha condição como `terminal`, mas, em vez de ficar sentado me lamentando, quero usar da melhor forma que puder o tempo que me resta com minha família e amigos. Fui abençoado com uma esposa fantástica e dois filhos de quem me orgulho muito, por isso, no momento, meu grande objetivo é conseguir celebrar meu aniversário de 60 anos em março. Tive uma vida muito boa, viajei o mundo inteiro, tive experiências maravilhosas, encontrei todo tipo de gente e toquei com os melhores músicos. Quando comecei, nos anos 60, jamais imaginei que poderia chegar tão longe. Não esquecerei experiências como tocar para 100 mil pessoas em Dallas (Texas) no mesmo festival com Rolling Stones, The Eagles e Montrose, em 1975. Também foi inesquecível o Monsters Of Rock (Inglaterra) de 1983, quando eu estava no Whitesnake. São tantos tesouros em minha vida que seria impossível lembrar de todos."
"Depois que minha doença foi divulgada, recebi mensagens do mundo inteiro, inclusive de amigos com quem eu não falava há muitos anos. Eu honestamente não imaginava que tantas pessoas ainda se lembravam de meu trabalho e apenas sinto não poder tocar todos os shows que eu havia planejado para este ano. Agradeço a todos pelo apoio ao longo de tantos anos. Vocês são a música, eu apenas estava numa banda".

Opa, isso aqui não é nota sobre a novela de mutantes não, é sobre a banda Mutantes, brasileiríssima. Os caras foram convidados para representar o Brasil na Amnesty International, uma instituição que organiza o The Small Places Tour. O que é? Um evento mundial para a celebração de 60 anos de apoio aos direitos humanos pelo mundo.
| Foto:Divulgação |
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| Mutantes |
A agitação começa no dia 10 de setembro e seguirá até 10 de dezembro, data exata que em que se comemora o 60º Aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos.
Além dos Mutantes, artistas como Bruce Springstein, U2 (óbvio), Green Day, o rapper Will.I.AM (Black Eyed Peas) e Peter Gabriel já estão confirmados. Vamos aguardar para ver.