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De carro por aí







31-07-2008


Renault reaviva o Kangoo



Sem atualização conceitual, a Renault aposta em boas vendas para o Kangoo, multiuso importado da Argentina. Crê na junção de alguns fatores: a ausência da Citroën na disputa, a contrição dos preços e a identificação de uso jovem — exatamente um dos caminhos tentados pela concorrente Citroën e seu Berlingo.

Sem atualizá-lo, como ocorreu na França, trocou grupo óptico frontal, marcou o capô com vincos e insiste em apresentá-lo como veículo polivalente, na expectativa de seduzir o mercado pelas reais qualidades da formulação, permitindo uso muito prático. Suas versões vão do uso ao transporte de carga leve, 500 kg, ao aplicativo de quem precisa de entra e sai, facilitado pelas portas laterais traseiras de correr. Arremata com opção de cinco e sete ocupantes e dois padrões de decoração e confortos.

A versão de entrada, Authentique, tem direção com assistência hidráulica de série e ar-condicionado como opcional. Custa R$ 43,69 mil. A Sportway, completa, incluindo ar, rodas de liga leve, conformação dirigida ao apelo jovem, R$ 53,86 mil.
Houve um trato específico. O bom motor 1.6 16V foi garroteado em potência para gerar mais torque. O torniquete trocou os 110 cv por 95 cv a 5.000 rpm e torque de 15,3 mkgf a 3.750 prm, de formas a permitir menos trocas de marchas, melhora nas ultrapassagens e subidas. Os pneus são 175x70 R 14.

O projeto integra os esforços da Renault em cumprir resultados locais no Contrato 2009, proposta da marca para acertar prejuízos, dar lucro, aumentar participação, ter automóveis reconhecidos como de qualidade. A retomada de vendas permitiu-lhe fechar o primeiro semestre com vendas 92% superiores às de idêntico período em 2007. Vendas de 58.616 unidades significaram 4,4% das vendas de automóveis nacionais, e com isto a Renault se torna a 4ª montadora do País. Mas, no conglomerado Renault-Nissan, abaixo da meta interna.

Sem Doha, acordos pontuais

O insucesso da Rodada de Doha, onde a Organização Geral do Comércio intentava fechar conta-de-chegar entre redução de incentivos à agricultura; das barreiras às exportações agrícolas; e diminuição das alíquotas para entrada de produtos industrializados, muda o quadro relativamente aos negócios brasileiros com veículos. Anfavea, associação dos fabricantes de veículos no Brasil, vai à busca de acordos bilaterais. Eles já existem com alguns países e a avança. Com o México é exemplo de negócio bem-feito para ambos os signatários.

Sem negócio com os países poderosos, a tendência é aplainar interesses com os de perfil econômico assemelhado. Hoje o Brasil tem acordos costurados pela Anfavea, com o México, Argentina e Chile. Mas a entidade quer retomar entendimentos com Nigéria, Egito e África do Sul. O bloco americano do sul e a União Européia também se incluem na pauta.
O acordo comercial prevê isenção de tributos alfandegários entre os países signatários.

Aproveitando a descarga

Motor de automóvel é máquina besta, pouco aproveita da capacidade energética que usa para funcionar. Talvez uns 25% do que consome é transformado em trabalho. Empresa fosse, quebraria. Mas o charme da mobilidade e a aura de status e poder tudo relevam. A consciência ecológica e os preços do petróleo forçaram desarquivar soluções para melhor aproveitamento dos combustíveis, sejam quais forem, petrolíferos líquidos ou gasosos, vegetais, elétricos, mistos. Neste caminho, o de melhor relação performance/emissões/custos, é a fórmula de aplicar motor de ciclo Otto, o de ignição por centelha, de baixa cilindrada, combinado com um ou vários outros, elétricos. A energia é gerada pelo movimentar do veículo.

Uma solução recentemente desenvolvida, conta a revista norte-americana “Science”, é um novo material, aquecido pelos gases do escapamento dos motores Otto, capaz de transformar energia térmica em energia elétrica — e utilizá-la para alimentar os motores elétricos. Hoje o equipamento seria capaz de aproveitar 10% do calor desperdiçado e jogado no meio ambiente. Mas em cinco ou 10 anos, acreditam os pesquisadores da Universidade de Ohio, e da californiana Caltech, este ganho poderia aumentar, assim como o preço dos convertedores termoelétricos reduzir-se a US$ 10.

Roda-a-Roda

Muito nacional: Pioneira em autopeças, especialmente retentores, juntas, mangueiras, a Sabó escapou à sanha e ataques do capital estrangeiro sobre as indústrias brasileiras do setor e manteve o controle de seu capital. Expandiu-se como fornecedor mundial, com fábricas na Alemanha, Áustria, Hungria, EUA e Argentina. Em outubro, China. No leque mundial, só perde para a Vale e a Gerdau.

Foi-se: Quem manda na Esso de petróleo não é mais a Esso, mas a Cosan produtora de açúcar e álcool. Comprou marca, acervo e direitos, incluindo fábrica de lubrificantes no Rio de Janeiro e 1,5 mil postos de distribuição. R$ 826 milhões. Negócio chancelado pelo governo.

Legal:
Quem viu, gostou da nova cara do Citroën C3. Retoques na dianteira para reavivar o interesse sobre o bem resolvido carrinho. Lançamento, fim de agosto.

Fator: Roda na internet foto do motor Fiat 1.4 turbo, produtor de 155 cavalos de potência. Puxará versão especial do Punto e do Línea, sedan a ser lançado em setembro. Importado. Se produzido localmente pela FPT, o braço de motores e transmissões da Fiat, pode ser o fator de convencimento à produção local do Alfa Romeo Mi.To. O carrinho usa a plataforma do Punto.

Rodo: A Fiat investe para aumentar sua participação e lucros no Brasil. Todas as empresas de seu conglomerado estão aplicando em capacidade industrial ou novos produtos. Automóveis, caminhões, microônibus, tratores, motores e transmissões, componentes eletrônicos, fundidos e forjados. Para uma idéia, a FPT, fábrica de motores e caixas de marchas, também fabricará motores diesel para geradores diesel e barcos e lanchas. Quer passar o rodo no mercado.

Questão: A Renault do Brasil estendeu a garantia do Clio para três anos, prazo do Logan, do Sandero e do Megane, outros automóveis mercossulinos da marca. Mas, para o Clio, transformou qualidade em assunto financeiro. O Clio Sedan teve o preço reduzido e, somado com a extensão da garantia, ficou no valor anterior, dando a impressão de graciosidade. Para hatch e Campus, é possível garantia de 3 anos — desde que o comprador pague pela extensão após os 12 primeiros meses. 

Garantia:
Tens um Punto e perdeu a base do retrovisor externo? Procure um revendedor e relate o caso. A Fiat reporá graciosamente. A peça foi feita levemente menor e não mantinha a pressão no encaixe. Está na garantia.

Lixocar: Estudantes de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais criaram protótipos de veículos para serem utilizados por catadores de resíduos nas ruas. Substituem os carrinhos de tração humana e as carroças puxadas por cavalos.

O veículo é uma caixa para 800 kg, apoiada num eixo, sem suspensão. Um motor capaz de consumir combustíveis renováveis, montado sobre as rodas motrizes. À frente, o operador, andando até 6 km/h. Calcula-se o custo final em R$ 3,5 mil, pagáveis com o aumento de produtividade na coleta de materiais para reciclagem.





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24-07-2008


Citroën C6, o carro do Presidente



Automóveis há, com referência assinalada pelo usuário famoso e distiguido. Uma espécie de aval de qualidade institucional. O velho Rolls, o Bentley especial da Rainha da Inglaterra; o Cadillac STS do presidente Bush; o Lancia do governo italiano; ou, até, os Toyota Hi-Lux do coronel Hugo Chávez — nem um nem outro, referência em sua missão. No Brasil não há um veículo específico. Os presidentes utilizaram Fords Gálaxie e Landau. Após, Chevrolet Omega, e há alguns anos, o Holden Comodore aqui chamado Omega. Recentemente iniciou-se alternar com Ford Fusion.

Nicholas Sarcozy, presidente da França, eleito escolheu veículos das fábricas francesas Peugeot e Citroën, o 607 e o C6. A holding destas marcas estava em queda de vendas, participação e lucros no mercado mundial e adotou projeto de recuperação. Aderir seria aval importante ao esforço. A Renault, outra montadora do país, lucrativa, em expansão, discriminada, ofereceu seu controverso modelo topo-de-linha, o Vel Satis.

Sarcozy e Carla Bruni, primeira-dama famosa pela beleza e elegância, quase sempre utilizam o C6, visto em Paris e pela televisão como o carro do presidente.

Boa escolha. Automóvel imponente, de rolar silencioso e agradável, é atraente dentro e fora, especialmente por sua distribuição de massas e o insólito desenho do teto, arrematado por um vidro côncavo, avançando pelo porta-malas, com capacidade de quase meio metro cúbico e quase um metro de profundidade. Se a primeira-dama for dada às compras locais no, por exemplo, Faubourg St Honoré – e a transportá-las, dará. As curvas dos arcos das rodas, de insólita abertura para um sedan topo-de-linha, compõem o DNA da marca, com atrevimento estético, o conforto de marcha e as habilidades com estabilidade e suspensão apta  a ser elevada, abaixada, amaciada ou endurecida.

O bom rolar é obtido pelos 2,90 m de distância entre- eixos, pelos 1,56 m da larga bitola. A elegância estética vem da complementação das medidas, com 1,48 m  de altura. Comprimento total de 4,90 m. Apesar de grande, as manobras são favorecidas por sensores, que interpretam a distância dos objetos numa ilustração exibida no painel de controle e acionam um alarme sonoro. O velocímetro projeta um número digital no pára-brisas, de modo que o motorista não precisa desviar o olhar ao instrumento embutido no painel.
O motorista tem todo o envolvimento de conforto e cuidados, a ergonomia é cuidada, comandos ao alcance, incluindo o freio de mão acionado por botão elétrico no console.

Mas a posição de honra, luxo e conforto é no banco traseiro, onde m. e mme. Sarcozy andam. O espaço é grande como a área de contato regulável em curso. Um conforto europeu de limousine, bem rotula o automóvel.
A motorização V6, 3.0, 24V, 215 cv oferece 30 mkgf de torque máximo a 2.750 rpm. Combinado com transmissão hidráulica de 6 velocidades à frente, com mudanças automáticas ou seqüenciais, sempre oferece disposição ou capacidade de rápida redução, mesmo em se considerando os 1.800 kg do C6.

É automóvel para clientela diferenciada, exigente. A ela apresenta itens de estilo, segurança calcada em projeto e nove almofadas de ar, e conforto — alças, ar-condicionado eletrônico, ótimos lugares na frente e atrás.
Anda bem e de maneira confortável e silenciosa. É econômico. Em Brasília, 8,4 km/litro de gasolina. Em Paris deve ser melhor, pois a gasolina é pura, sem álcool, e, para presidentes e carros oficiais de ocupantes deste nível, batedores abrem caminho, e cruzamentos e paradas são abduzidos.

Quando custa? A pergunta é injustificada para quem tem pedigree empresarial e crédito à altura de seu uso. Mas dever de ofício, informo, aqui, versão completa, Exclusive, 3.0, teto solar, a partir de R$ 230 mil.


Roda-a-Roda

Céu azul – As nuvens negras ameaçadoras da sobrevivência da Fiat foram varridas pelos resultados positivos marcados em 14 trimestres seguidos, atestando a correção do caminho de recuperação do conglomerado. No último trimestre, as receitas totais foram de 17 bilhões E, 12% acima de período idêntico em 2007. O lucro líquido superou 1B E, mais 19,6% sobre igual trimestre no ano anterior. A área ligada a transportes – automóveis, caminhões, tratores, robôs, siderurgia, auto-peças - continua em crescente lucros. Estrela da relação capital/lucro, a Fiat Automóveis no Brasil.
Cultura? – Proposta de criação do Museu do Transporte Nacional pela Fundação Universidade de Passo Fundo, RS, foi indeferida pelo Ministério da Cultura. A idéia era contar a história do transporte e da indústria automobilística brasileira. Utilizaria o fantástico acervo dos Irmãos Azambuja, estacionado na mesma cidade. O MinC indeferiu. Diz que o projeto não se enquadra na lei de incentivo cultural.
Bom, se museu não é equipamento cultural, o que será ? O canadense Cirque de Soleil, que nada tem a ver com a nossa cultura, largamente incentivado pelo MinC ?

Entendendo a direção do vento

Neste ano de comemorações do século do Ford Modelo T, um conceito sobre veículos precisa ser revisto: o que irrealmente atribui a Henry Ford a criação do automóvel. Vinte anos antes de Ford mostrar o seu Quadricycle, o austríaco Friedrich Markus, já estivera no caminho, década depois seguido pelos alemães Daimler e Benz. Ford não era o técnico mecânico inventor de mais um exemplar de misto mecânico de carroça sem cavalos e brinquedo de ricos. Era um mecânico excepcionalmente bem dotado. Porém, em especial um visionário para ver o futuro.

Ford era um homem-árvore. Sólido, pés plantados na realidade, cabeça olhando por cima. Desde o princípio, ao apostar suas economias na construção de único veículo para correr contra um Winton, então referência de qualidade e engenharia. Outra visão de futuro foi no caminho construtivo-mercadológico diferente: a popularização do automóvel, na época um capricho de ricos.

Ao montar a Ford Motor Company, em 1903, passou quase cinco anos aperfeiçoando idéias, conceitos e produtos. Até 1908 com o lançamento do T. Era tosco, rústico, difícil e diferente para dirigir. Mas simples e barato. Iniciava implantar sua idéia. Logo em seguida, deu liberdade a Charles Sorensen, um sueco jovem, atrevido, trabalhador dedicado, pouca conversa, ficou 40 anos com Ford, tinha autonomia para melhorar processos. Autorizado a procurar formas de reduzir custos, interessado nas idéias de Taylor - dividir processos complexos em pequenas ações - e observando passos racionais adotados pela Studebaker, moldou e deu factibilidade ao processo de economia construtiva, depois chamado linha de montagem. Ford não a criou, mas teve visão para permitir a Sorensen faze-lo, em experiências dominicais, com a linha de produção parada. Aplicou-a, e revolucionou o mundo.





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17-07-2008


Desvendando o novo Gol



A Volkswagen correu atrás do lucro e realizou as mudanças há muitos anos necessárias, substituindo o Gol por projeto tecnologicamente atualizado, menos agressivo à ecologia. O Novo Gol reviu tudo: plataforma, a do Polo; motor com maiores taxa de compressão e torque; disposição interna; carroceria.

Trabalho saneador e bem-sucedido. Fez um carro novo e reduziu o desperdício de latas e materiais notado no Gol antigo — ainda em produção. O motor no sentido longitudinal, exige maior comprimento; gasta mais minério de ferro e todos os materiais; e provoca consumos de ar, água e energia; produz rejeitos industriais no processo construtivo.

Na prática, o novo projeto eliminou três problemas, marcas registradas dos Gol: a pedaleira e o volante descentrados relativamente ao motorista; o bafo de ar quente vindo do painel; o tubo de escapamento exposto sob o eixo traseiro.

As linhas e os detalhes são visualmente agradáveis e atualizadas. O casamento do capô com grade, faróis e pára-lamas tem um que de carrinho de brinquedo, de Fiat Europa ou dos tchecos Skoda e Tatra dos anos 80. Mas no global é agradável e exibe o toque germânico da exatidão nas latas alinhadas, em folgas iguais.

Ao que interessa

A centralização de pedais e do volante relativamente ao motorista dá o conforto da normalidade. Nos modelos Gol anteriores, o motorista sentia-se torto, errado em sua postura, mas era erro do projeto. O habitáculo bem recebe motorista e passageiro frontal. O atrás é de segunda categoria, como em qualquer carro com pequena distância entre-eixos. Bom ângulo de abertura das portas, ergonomia acertada com relação aos bancos e comandos, espelhos, ajustes, instrumentos.

A versão testada era Power, 1.6, topo de equipamentos: ar, direção, trancas e vidros elétricos, comando de som no volante, rodas em liga leve. O auxiliar elétrico para os vidros é de inexplicável ausência nas portas traseiras.

O painel é tradicional, mostradores redondos, visualmente bonitos, e os estilistas da Volkswagen cassaram a forma art-decô de rádio capelinha, equipamento do Fox. Sem invenções, mas, talvez por DNA, lembram os do DKW de 1958. Saídas de ar bem conformadas no centro do painel, operacionalmente honestas, sem o inegociável bafo quente do Gol antigo. Os materiais agradam aos olhos, ao tato — transcendem qualidade. Espelhos com boa superfície refletiva. Externos com regulagem elétrica.

Motor funcionando, som agradável, a primeira surpresa: a precisão e a justeza da alavanca de marchas para o engrazamento das cinco velocidades e ré. Belo trabalho, pois é curvo o caminho entre a alavanca e a entrada na caixa de marchas. Será o sistema de melhor sensação de precisão entre os nacionais. Os engenheiros do Renault Mégane poderiam fazer uma visita aos do Novo Gol.

O Novo Gol – a denominação é de indigência mental: é a quarta geração com o mesmo nome – é mais pesado em torno de 70 quilos que o anterior, diz a VW pesar 944 kg. Mas o aumento de torque para 15 mkgf a baixos 2,5 mil giros no motor 1.6 de 104 cv suprime tal impressão. O câmbio tem as três primeiras marchas mais reduzidas, para oferecer agilidade na cidade, e as duas finais multiplicadas, para reduzir consumo na estrada. Há um buraco entre a quarta e a quinta. A dirigibilidade é ponto de relevo. Talvez pelo peso da idade tecnológica dos produtos VW no Brasil, o comportamento dinâmico da plataforma do Polo realce tanto. Mas dela, de seu impecável e agradabilíssimo conduzir, derivou-se o Novo Gol. A direção é hidráulica – sistema superado, pois furta energia ao motor e aumenta o consumo – poderia ser mais bem calibrada: é curta – três voltas de batente a batente – de firmeza limítrofe com a dureza. Suspensão dianteira mantém o universal sistema Mc Pherson, derivada do Polo. Traseira, eixo único. Freios a disco frontais, a tambor na traseira. A vedação sonora não é boa. Ouve-se a passagem do vento pelas frestas e a rumorosidade mecânica.

Resumindo

Agradável aos olhos, aos sentidos. No rápido contato não foi possível aferir aceleração, velocidade final ou consumo. Afinal, de unidade zero-quilômetro, informações seriam incorretas.

A questão básica é o preço. As versões em torno de R$ 30 mil, não são disponíveis atualmente. O automóvel com um mínimo de conforto — ar, direção, vidros e travas elétricas —, custa em torno de R$ 37 mil. Com controle de som no volante e rodas em liga leve, R$ 42 mil. Ou seja, se interpenetra pelas cotações do Fox e do Polo, concorrendo em casa.

Parece, a VW aguarda resposta do mercado para situá-lo. A questão básica, sem trocadilho, é saber “quantum” o Novo Gol conquistará ao pedaço do Fox. Venderá? Muito. Se o Gol antigo era líder, desmistificando as pesquisas sobre as exigências do comprador brasileiro quanto ao design. No caso é novo, porém contido.

* O Novo Gol foi cedido pela Disbrave, mais antigo e maior distribuidor VW em Brasília.

Roda-a-Roda

Outro: A Volkswagen anunciou o produto de sua volta industrial ao mercado norte-americano: automóvel maior que o Passat. Quer vender a US$ 25 mil. Deve se chamar Miracle.

Giro: Antes quase quebrada, mas recuperada há alguns anos, a norte-americana Harley-Davidson comprou a tradicionalíssima italiana MV Agusta, e dona da marca Cagiva. Negócio bom para ambas as partes. A Harley quer ampliar presença na Europa e a MV Agusta passa por dificuldades. Tomada acionária. US$ 39 M para a família Castiglioni, controladora, e US$ 70 milhões para compor débitos.

Cabeça: Mantido Massimo Tamburini, projetista e designer do atual sucesso da marca, a família Brutale. A Harley monta no Brasil com o Grupo Izzo e possivelmente incluirá a Brutale na linha.
O que é a vida. Há poucos anos, a MV Agusta era pluricampeã mundial e xodó do Comendatore Agusta, fabricante de helicópteros. A época o valor da venda era troco.

Conveniência: Qual o melhor candidato à sucessão presidencial nos EUA. Barack Obama e sua aura reformista ou John McCain, comprometido com o arcaico governo de George Bush?
Para o Brasil, McCain é melhor. Defende o fim da sobretaxa aduaneira às importações do nosso álcool combustível, feito de cana. Obama, senador por Illinois, segundo maior produtor do milho para o caríssimo álcool local, o contrário: subsídios internos e sobretaxas contra o álcool de cana. Coisa inexplicável, o álcool de milho norte-americano custa menos que o álcool de cana brasileiro.

Ar limpo: O governo português e a Aliança Renault-Nissan fizeram parceria para usar carros elétricos. A Aliança está bem na foto. Pela revista “Newsweek”, a Nissan é a montadoras mais preocupada com responsabilidade social.

Viagem: Vais às aventuras rodoviárias em férias? Arrostar os buracos, as crateras? Fazer amizade com guardas tentando aplicar multas não documentadas por excesso de velocidade? Sujeitar-se a ser multado por terceirizados – vedado pela Constituição, mas praticado pelos Estados em nome da fantástica receita pelas infrações? Pagar pedágios de preços inexplicados?

Então: Conselhos adicionais. Calma, prepare-se. A viagem faz parte da diversão. Baixe mapas pela internet para visualizar opções de caminhos. Se seu carro está coberto por seguro, confira antes o telefone do socorro; tenha o celular carregado ou com carregador que tenha conexão ao veículo; ao entrar em rodovia pedagiada, anote o telefone de socorro para acioná-lo diretamente; e leve as chaves de reserva. Impregnadas de tecnologia, a reprodução pode ser difícil e ou cara.





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10-07-2008


De versões e versões inferiores



Novidades nacionais no mercado de veículos nos próximos dias serão restritas e pequenas, sobre versões existentes ou criação de variáveis — as versões inferiores.

Foto:Divulgação
Novo Ka, como sistema eletrônico de som e voz, nova versão
Furo da Coluna é anunciar o primeiro movimento contra o novo Gol: a Ford oferecerá o novo Ka em versão equipada com moderno sistema de comunicações e interatividade. Superará em evolução os pioneiros nesta mescla mecânica/eletrônica, o Fiat Stilo com Bluethoot, e o Renault Sandero com sistema Nokia. Quer ser o primeiro do segmento de entrada a oferecer estes confortos eletrônicos.

Meio de agosto, será a vez da Fiat com o novo picape Strada, em mudança estética frontal, aplicações laterais em plástico, aumento de bitolas, emprego do bloqueio Locker, maior altura livre do solo. Quer ampliar a capacidade em andar em estradas ruins e manter a liderança.

Logo em seguida, em outubro, a Renault apresentará versão tipo Adventure do hatch Sandero. Outro engana-mãe-de-moça, gênero Crossfox, com decoração e instigação de inexistentes habilidades fora do asfalto. Sem nome, tratado internamente como B90C.

No mercado, mais uma versão Mercosul. Neste bloco, carros que envelheceram e se separaram dos produtos de origem. Sem atualização nos correntes modelos europeus, são apenas submetidos a pequenas cirurgias estéticas. No caso do Renault Kangoo, feito na Argentina, focou a dianteira: capô, pára-lamas, grade, grupo óptico. O visual frontal é novo, mas o nome, Express, é velha denominação do modelo antecedente. Motorização flex, de 1.6, 8 válvulas, decoração simplificada, direção hidráulica, ar-condicionado, barras antiintrusão na dianteira e preço de R$ 40.360. 

Com menores intervenções, o velho Corsa sedan, dito Classic 2009 tem nova grade frontal e a aplicação da cor dourada sobre o emblema Chevrolet. O Classic é o mais vendido dos sedans nacionais, por isto as mudanças são mínimas: adesivos, novo desenho para a alavanca de câmbio e instrumentos de painel. Opções, cor interna cinza ou preta, sete cores de pintura e três padrões de decoração: Life, Spirit e Super.

A motorização é 1.0, 8 válvulas, com 70 cv de potência a gasolina ou 72 a álcool. O torque, entretanto, é baixo: 8,8 kgfm.

Outra versão inferior é o Fiat Dobló, cuja versão Adventure passou o oferecer o equipamento Locker, antipatinação e ótimo adjutório para vencer caminhos ruins. Agregação de equipamentos como 3ª luz de freio, volante regulável em altura. O kit Evolution com variadas opções está sendo oferecido com 20% de desconto. O Dobló Adventure Locker custa R$ 62.350.

Roda-a-Roda

Acordo: Fiat e BMW anunciam a assinatura de protocolo de intenções para sinergias, desenvolvimento comum de motores e plataformas, especialmente para dividir peças entre o BMW Mini e o Alfa Romeo Mi.To, automóvel com o qual quer voltar ao mercado dos EUA. A decisão pode favorecer a FPT, produtora de motores e câmbios no Paraná.

Foto:Divulgação
Novo Citroën C3 Picasso
Evolução: A Citroën divulga o novo C3 Picasso a ser vendido na Europa em outubro. Todo novo, potencializou os conceitos que tornaram líder a versão de apresentação, ainda feita no Brasil. O automóvel é curto, em 4m08, porém largo, 1m73, e alto 1m62, postura de chocar visualmente e oferecer conquistas para o uso. No caso, o C3 Picasso otimiza o espaço interno, incrementa a área de visão, potencializa a iluminação e visibilidade por grande superfície envidraçada. Dentro o novo desenho ampliou a área para cada ocupante, oferecendo sensação de conforto e habitabilidade inusuais em veículo deste porte. Atrás os assentos individuais correm até 15 cm permitindo acomodação confortável, independentemente do tamanho dos usuários. Tecnologia do C4 Picasso, são dobráveis, escamoteáveis e formam plataforma-porta-malas plana até a base dos bancos dianteiros. A posição de dirigir é alta, e o pára-brisas envolvente, com delgadas Colunas A, oferece amplidão ao campo visual. Dinamicamente assemelha-se a um sedan. No Brasil, sem previsões.

Competência: Pela segunda vez a Fiat Automóveis conquistou o prêmio de Melhor Empresa, pela revista “Exame”. Concorreu com mais de 3,5 mil empresas, de 18 setores. No momento a Fiat aumentou a liderança de mercado, cravando a marca de 25,1%. No varejo de 2008, dentre tantas marcas, um entre cada quatro automóveis, é Fiat.

Positivo: O Contrato 2010 do grupo PSA, projeto de reerguimento, começa a dar resultado. Corte de despesas, aprimoramento industrial, e sinergias entre as marcas Peugeot e Citroën, responderam rapidamente, com crescimento em todos os mercados. No Mercosul (Brasil + Argentina), 26,6%. Só no Brasil, 38%, marcando 75.900 unidades.

Frustração: A Renault atravessa problema alheio à sua vontade: tem encomendas para 1,5 mil unidades da versão Campus, do Clio, mas a fábrica argentina só consegue entregar 900 carros/mês. Os problemas políticos do vizinho país tem destruído a logística. Há peças entregues por via aérea, a preços estratosféricos.

Já sabia: Presidente da Volkswagen Caminhões, em Resende, RJ, anunciou aos 4,5 mil funcionários, dia 7, às 17h, contratar 1,3 mil funcionários, quase 1/3 da força de trabalho para terceiro turno. A empresa monta 220 veículos/dia, quer fazer 300 para atender mercados doméstico e exportação. A Coluna antecipou a decisão há 15 dias.

Outra: Multinacional brasileira de ônibus, a Marcopolo, presente no México, Europa, comemora a produção do ônibus nº 300, montado sobre chassis e motor Tata. A operação é na Índia, joint venture com a Tata Motors, maior das montadoras indianas. Os ônibus são o modelo Starbus LE, com piso baixo (Low Entry), equipado com assentos em tecidos. O motor traseiro a gás reduz  emissões e ruído interno. O veículo possui rampa manual para portadores de necessidades especiais.





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03-07-2008


Mercedes mineiro, novidade maior do 2º semestre



Ano novamente recordista em compras de automóveis nacionais e estrangeiros, com vendas superando 3 milhões de unidades, o segundo semestre, sempre rico em novidades, também será de marcantes atrações.

Tudo é conseqüência do cenário mundial, dos bons reflexos sobre a economia brasileira, e da inscrição do Brasil no rol dos mercados mundiais ainda não saturados pela produção de autoveículos, atraindo investimentos, fomentando a produção. Por outro lado, a competição pelos compradores exige novidades e lançamentos.

Período que embute os lançamentos de ano-modelos, neste ano, conta com a excepcionalidade de um agente externo: a Receita Federal. Sua greve atrasou liberações, acumulou providências, postergou envios — adiou lançamentos.

No cenário, o rótulo de mais expressiva novidade será do Mercedes-Benz CLC, em outubro. Automóvel em posição curiosa e mista e situa-se no limbo classificatório. Dele não se pode dizer seja nacional, eis que montado aqui com esmagadora maioria de peças alemãs e minudências nacionais. Mas, também, não pode ser chamado estrangeiro, pois a junção das peças moldando-o é feita no Brasil. Paga impostos pelas peças estrangeiras e, como nacional, está isento do pagamento de imposto alfandegário, mas submetido à cascata interna de tributos.

Justifica o rótulo de mais importante. A marca da estrela é um mito, e dos sonhos de consumo, o mais acessível.

Fiat Strada – Outro produto e versões derivadas da linha Fiat. O picape Strada manterá a líder e bem-sucedida cabine estendida nas versões de topo e terá duas opções com diferenças visuais. Para uso social, a nova frente do Siena, com atrativos faróis, grade cromada, aplicações de painéis plásticos nos pára-lamas, e tentativos refinamentos. Para trabalho, menos enfeitada, cabine simples. Em todas, maior altura livre do solo e bitolas maiores, conseqüência do revisar das suspensões. Possivelmente o sistema Locker será opção às duas.

Agosto

Chevrolet Captiva – Utilitário esportivo mexicano, motor V6 a gasolina, 2.7. A GM dará muita ênfase, utilizando-o para substituir o desenvolvimento e atualização não realizados no Blazer, embora a GM não deva apresentá-lo assim. Preço deve ajudar: pouco acima de R$ 100 mil.

Dodge Journey – Também mexicano, V6, 2.7, gasolina. Não é monovolume, nem utilitário esportivo, nem sedan. Sua morfologia e aplicativo dão-lhe o inexplicável rótulo de Crossover. Seja lá o que for isto, mistura conceitos. Mescla compartimento de bagagens com o de passageiros, como os monovolumes; tem elevada altura do solo, como os utilitários esportivos; desfruta da rolagem agradável dos sedans. Lançamento adiado pela greve da Receita. Preço estimado em R$ 100 mil. Em matéria de novidade, peitará o Captiva pela novidade e por apresentar 7 lugares.

Setembro

Fiat Linea – Hora do sedan de três volume baseado na plataforma do Punto. Árdua missão de abrir espaço entre os múltiplos sedans na faixa de maior crescimento, e marcar a Fiat como concorrente no setor, como o foi com o Tempra. Atrativos, o charme do estilo por Giugiaro, a maior distância entreeixos, garantia de conforto aos usuários, e as novidades dos motores novos, ambos quatro cilindros e 16 válvulas: 1.9, 130 cv desenvolvido no Mercosul, e 1.4, 150 cv, Turbo, importado.

Ford Edge – Utilitário esportivo, produzido pela Ford no Canadá, V6, importado em substituição ao Explorer para incluir a Ford na listagem dos vendedores deste tipo de veículo. Diz-se, custará R$ 150 mil. Deve ser menos. A crise norte-americana para este tipo de veículo deve derrubar preços na origem.

Honda Fit – Reformulação de estilo e padronização da cilindrada do motor, agora nacional e flex.

Outubro

Peugeot 207 Passion – O sedan de três volumes exibido como instigação durante a apresentação do hatch  e SW 207 Mercosul. Motorizações 1.4 e 1.6.

Honda Fit sedan – Ainda sem nome escolhido, intenta ser degrau inferior ao Civic, numa escadinha de modelos e versões. Como sedan três volumes, encaixado entre o Fit e o Civic, fazendo interface de preços por equipamentos. A versão mais simples, a preço inferior ao Fit topo de linha com transmissão CVT e, a mais equipada, valor superior ao Civic mais simples.

Foto:Divulgação
Focus, todo novo
Ford Focus – Atualização do automóvel de irrepreensível comportamento, nunca lembrado pelo mercado, e vendas desproporcionais às suas qualificações. Outro carro. Maior, mais espaçoso. O antigo continuará como versão de base. Argentino, terá preços competitivos. A Ford quer começar de novo neste segmento.

Chery – Primeiro dos chineses construído – ou cometido – na América do Sul, fruto de junção de interesses da chinesa Chery com capital e expertise latino-americana da Socma, do grupo Macri, ex-montador de Peugeots e Chevrolets na Argentina. Do Uruguai, sem impostos e com algumas autopeças locais, argentinas e brasileiras, tende a ser o mais barato do mercado, a menos de R$ 20 mil.

Gol sedan
– Fosse utilizar o nome pelo qual ficou marcado o antigo sedan da família Gol BX, chamariam-no Voyage. Mas a Volkswagen diz ser o nome especulação da imprensa. Analisa Fênix, Luna – e Voyage, melhor, conhecido, e de boas lembranças.

O inexplicável complexo de superioridade da Volkswagen manteve-a fora do segmento dos sedans baseados em carros pequenos, o que mais cresceu. Depois que a soberba de comportamento levou-a a perder décadas de liderança no mercado, tenta corrigir com novidades, atualizações e opções.

Citroën C5 – Belo francês, bem acertado em espaço, confortos, mecânica e preços. Sucesso de vendas na Europa tem lançamento sempre adiado no Brasil por falta de disponibilidade. O crescimento brasileiro tem funcionado como alavanca institucional e por isto a apresentação pré-Salão do Automóvel. Preço? Estimado em R$ 90 mil. Será uma das maiores atrações no mercado.

Mercedes CLC – É o Mercedes fabricado em Juiz de Fora (MG), e até outubro, destinado apenas a exportações. Modelo novo, com vendas iniciadas há dias na Europa. É cupê baseado na plataforma da Série C, entretanto encurtada e com espaço sacrificado nos bancos traseiros. Motor 2.0 com compressor, o supercharger, 184 cv de potência, transmissões mecânicas de 6 ou hidráulica com 5 velocidades. Será apresentado no Salão do Automóvel, com vendas previstas para novembro. Preço? À base da palpitologia projetado em R$ 140 mil.

Novembro

VW picape – O Saveiro sobre a plataforma do Polo, adequada ao novo Gol NF. Focando no sucesso do concorrente Fiat Strada, terá opção de cabine estendida.





Comentários (2)



Comentários




guinho
27-07-2008
O chevette deicha muita saldade junto com o opala sucesso de época quem os teve jamais esquece . . .




Guinho
27-07-2008
Sr. Roberto Nasser Valeu o comentário, mas o senhor poderia publicar alguma matéri e fotos de carros antigos como os que eu sitei no comentário e algumas fotos seria show em.
















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