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Responsáveis pelos armazéns devem preparar os funcionários |
O governo Federal tomou, neste ano, uma decisão para melhorar a qualidade dos produtos agrícolas – grãos e fibras – que chegam à mesa dos brasileiros: passou a exigir a certificação dos serviços de armazenagem em ambiente natural a todas as empresas que atuam no setor. Na prática, significa que os armazéns estão obrigados a ter um quadro de pessoal qualificado para cuidar especificamente da estocagem.
Ganha o consumidor, que passa a contar com produtos melhores já que os empregados desses armazéns saberão como mantê-los em condições ideais. Sobre este assunto falaram em uma palestra na Aciub, na terça-feira (19), o coordenador do Comitê Consultivo do Sistema Nacional de Certificação de Unidades Armazenadoras, Pedro Beskow, e o engenheiro agrícola Marilson Gonçalves Campos, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dois palestrantes explicaram que é importante deixar bem claro que a certificação é compulsória (obrigatória) para todas as empresas jurídicas que prestam serviços remunerados para terceiros, independentemente de quem é o cliente.
As empresas certificadoras devem ser credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), responsável pelo sistema de conformidade. A verificação da conformidade tem o objetivo de acompanhar no mercado se os produtos e serviços preservam certos padrões estabelecidos pelo próprio Inmetro. No entanto, a norma não estipula prazo para adequação dos armazenadores aos requisitos. A certificação obriga os responsáveis pelos armazéns a preparar os funcionários para que eles registrem os procedimentos, a data do manejo sanitário e mantenham as condições de higiene dos produtos.
Outra obrigação é o controle da temperatura nos armazéns para manter produtos em condições adequadas para o consumo. Um sistema de combate a incêndio também passa a ser obrigatório nos estabelecimentos armazenadores.
Aciub e Fade preparam Jovem Aprendiz
A Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub) por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial (Fade) mantêm uma escola de educação profissional – o Centro de Excelência Empresarial -, que oferece ao mercado a primeira turma do curso Jovem Aprendiz. São 30 alunos que cursam ou que já tenham cursado o ensino médio, entre 16 e 24 anos. A capacitação específica é Administração e a complementar é Assistente Administrativo. O objetivo do curso é melhorar o potencial da empregabilidade com a formação de jovens conscientes, íntegros, capazes e com perspectiva de vida diferenciada tanto na promoção profissional quanto no apreço por si mesmo que o possibilite a conquistar um emprego formal e alcançar transformação social positiva no meio em que vive.
O conteúdo do curso é desenvolvido em módulos específicos: técnico profissional e complementares, comportamental, cultural e socioeducativo. O treinamento prático será feito em uma empresa. O curso Jovem Aprendiz, ministrado no Centro de Excelência, tem como diferencial trabalhar primeiro a formação pessoal do jovem para, depois, prepará-lo para uma especialização técnica com acompanhamento de professores e instrutores especializados.

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Sebrae e Aciub |
A diretoria da Aciub recebeu, na segunda-feira, 11, a visita de Fabiana Ferreira Queiroz, representante do Sebrae para falar sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido em parceria com a Aciub e órgãos públicos e, sobretudo, para discorrer sobre a Lei Geral Municipal da Pequena e Microempresa, a ser regulamentada localmente para beneficiar as micro e pequenas empresas (MPE).
Fabiana explicou que a principal ação da Lei Geral Municipal é viabilizar cada vez mais o processo de comercialização dos produtos destas empresas com órgãos governamentais.
Segundo ela, é necessário estabelecer políticas públicas de incentivo às MPE e comunicou que o Sebrae está programando um evento para os dias 19, em Araguari, e 20, em Uberlândia. Na ocasião, um consultor especialista em leis e políticas públicas vai esclarecer e orientar a respeito do assunto. Fabiana destacou a importância de um trabalho de base com o empresariado, para que a partir daí sejam traçadas diretrizes, balizadoras da regulamentação, ressaltando, ainda, a importância de esta lei garantir negociações do poder público com as empresas locais, o que só beneficia a economia da cidade, uma vez que, a Prefeitura comprando das empresas locais, o dinheiro permanece na cidade e retorna à população. Em Minas, apenas cinco municípios implementaram a lei e cerca de oito estão em processo de regulamentação.
Fomenta
A representante do Sebrae falou também sobre outros programas da entidade, como o Fomenta, uma parceria com o Ministério do Planejamento e o governo federal, que propicia o encontro da MPE com suas entidades representativas, com grandes empresas estatais e compradores da administração pública. Fabiana falou também sobre a Feira do Empreendedor, que acontece na capital mineira, entre os dias 2 e 16 de setembro. Segundo ela, o evento — que tem periodicidade anual mas não aconteceu ano passado — recebeu um investimento de 2 milhões. Ela mencionou a saída de uma comitiva de Uberlândia, subsidiada pelo Sebrae.
Sebrae em ação
A executiva do Sebrae falou também sobre o programa “Sebrae em Ação”, desenvolvido em parceria com a Faculdade Politécnica, o Conselho das Entidades Cumunitárias (CEC) e a Aciub, que é uma espécie de Minifeira do Empreendedor. Para ela e para representantes da Politécnica também presentes à reunião, o grande entrave do programa foi a ausência de cultura do micro e pequeno empresário para entender os méritos de incentivo do programa. Ela destacou o fato de a organização estar introduzindo eventos culturais dentro destes programas, como forma de despertar o interesse do empresariado. E enfatizou que o grande problema do Sebrae não é a ausência de recursos, mas a união de forças e a mobilização. Segundo a executiva, o Sebrae/Uberlândia tem pouco material humano para atender toda uma região e acentuou a necessidade de somar forças com as entidades representativas.


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| Aécio Neves, Rosalina Vilela, Odelmo Leão e Carlos de Souza Eduardo Braga |
Esse conteúdo é produzido pela Aciub-Associação Comércial e Industrial de Uberlândia-www.aciub.com.br