
A maioria das pessoas, desde muito cedo, escuta fortes preleções sobre a importância dos estudos em suas vidas. Alguns pais chegam a exagerar, uma vez que, para forçá-los a seguir suas orientações, fazem associações absurdas e irracionais afirmando que se seus filhos não estudarem ficarão burros, ou serão pobres ou não conseguirão arrumar alguém interessante na vida. Essas falsas afirmações aos poucos se transformam em crenças e passarão a funcionar como verdade nos filhos.
Nasci em uma pequena fazenda no interior de Santa Catarina, onde o meio de locomoção mais eficiente era o carro de boi e o de comunicação era o rádio a válvulas. Meu pai era engenheiro agrimensor. Era um estudioso de sua área de atuação profissional e assinava um jornal de Porto Alegre que quando chegava em nossa casa era de quinze em quinze dias. Mas eu via meu pai lendo jornal ou estudando os livros técnicos de agrimensura que ele tinha. Paralelo a isso, ele e minha mãe sempre me disseram que eu devia estudar para “ser alguém na vida”. Depois de crescido, quando passava com meus pais numa rodovia onde se via aqueles funcionários uniformizados com foices roçando o mato ao largo das margens, eles diziam: “está vendo! Eles quando pequenos não estudaram e olha que tipo de trabalho agora tem que fazer e, pior que isso, ganhando uma miséria!”. Todo esse histórico foi desenvolvendo em mim a crença relacionando estudos com ganhar dinheiro e ter sucesso na área financeira. Isso me levou a estudar muito, o que foi ótimo.
Não deixa de ser verdadeiro que estudar abre portas no âmbito profissional e financeiro, mas relacionar os estudos ao sucesso profissional é um erro, como também não é saudável imaginar-se ausência certa de sucesso quando não se faz os cursos regulares que nos pregaram, ou seja, entrar na escola primária e galgar todos os degraus acadêmicos, de preferência até o doutoramento. Há poucos anos descobri que a associação que fiz e desenvolvi como crença de que estudar leva a ganhar dinheiro não era verdadeira e muito menos adaptativa, uma vez que meu sucesso financeiro não acompanhou meu desempenho acadêmico. Também percebi que muitas pessoas que não fizeram todos os degraus de estudos regulares que eu fiz conseguiram um sucesso profissional e financeiro invejável, refletindo-se numa qualidade de vida muito melhor que a que eu tenho com minha família.
A grande diferença entre o sucesso e o fracasso na área profissional e financeira não está no tipo de inteligência que cada um tem, mas no tipo e quantidade de informações que vai colocando na sua mente. A maioria das pessoas ainda não acordou, e eu acordei a pouco para a realidade de que um diploma de nível superior e mesmo um de doutor não é passaporte seguro para o sucesso profissional e financeiro, ainda que isso possa ter sido verdadeiro há algumas décadas atrás.
Esse tipo de informação que os cursos regulares das universidades nos fornecem, quase sempre nos leva a um sucesso financeiro no máximo sofrível. Em mais de trinta anos de profissão, nunca conheci um psicólogo rico. No entanto, conheci muitas pessoas que nem curso superior fizeram e que, partindo do zero financeiro, chegaram a patamares que permitem ser qualificados como ricos. Por muito tempo, acreditei que eram ladrões e desonestos. Depois percebi que eu era ignorante e buscava justificar minha situação desqualificando as pessoas de maior sucesso que eu. O que permite um grande sucesso financeiro não está ligado aos cursos regulares e sim ao tipo e quantidade de informações que se recebe. Todas as pessoas de sucesso financeiro colocaram em suas mentes informações adequadas e estudaram o sucesso e a ciência de ficar rico. Essas pessoas, com tais informações, adquiridas em treinamentos com pessoas altamente qualificadas, mudam seus paradigmas e conseguem criar oportunidades e enxergar as oportunidades existentes. Um professor meu diz que a oportunidade que você mais busca na vida está louquinha atrás de você. Basta que você dê oportunidade a ela. O que você pretende fazer para parar de ficar se queixando da vida? Se não souber, pergunte-me como.
* Psicólogo, dr. em saúde mental, psicanalista e escritor - Prof. Associado - Instit. de Psicologia – UFU - Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012

Art. 1 - O único sentimento permitido é o amor e seus derivados e a paz e harmonia estarão sempre presentes na mente de cada súdito desse Reino.
Art. 2 - Todos os óculos existentes devem ser abandonados em no máximo
24 h uma vez que todo ser humano passará a olhar a tudo e a todos com os olhos perfeitos de Deus.
Art. 3 - Todos os médicos se preocuparão com a saúde das pessoas e seus consultórios vão estar sempre repletos de pessoas felizes com saúde e que querem continuar a ser saudáveis.
Art. 4 - Toda pessoa terá consciência de sua perfeição e de que sua mente e corpo têm o total controle sobre a saúde, a harmonia e o bem-estar, não necessitando mais da indústria da doença.
Art. 5 - Ficam extintos todos os laboratórios, farmácias, hospitais e manicômios por total desnecessidade.
Art. 6 - O sorriso será a expressão facial de todas as pessoas em todos os momentos, independente dos problemas que possam existir.
Art. 7 - Todo indivíduo, ao ver outro ser humano, principalmente crianças e idosos, tenham sentimentos de proteção, solidariedade e amor.
Art. 8 - Tudo o que constitui a natureza, como as plantas e aves, deve ser admirado e preservado, por expressar em cada detalhe de sua beleza o poder de Deus.
Art. 9 - O único tumulto permitido será de pessoas aglomeradas em volta do jardim para admirar a beleza das rosas cujos botões desabrocharam na noite anterior.
Art. 10 - Toda criança ao nascer encante sua mãe com sua pureza e perfeição e que seus olhos quando se abrirem vejam o sorriso dela tão lindo que jamais se esquecerá do que viu.
Art 11- Toda família durante as refeições não falará de problemas e terá ao fundo uma música clássica.
Art. 12- Todo juiz se aposentará em no máximo 30 dias, ficando extinto para sempre qualquer concurso na área do judiciário por não haver mais litígios, pois o cumprimento do Art. 1 desse decreto tornará desnecessária essa profissão.
Art. 13 - Todo súdito desse Reino utilizará apenas 10% de seu tempo para o trabalho e todos os outros 90% sejam divididos parcimoniosamente entre o lazer, a família, a Arte e o contato com a natureza.
Art. 14 - Todo profissional liberal, principalmente os da área de saúde, como os médicos clínicos, os médicos psiquiatras, os psicólogos, os enfermeiros, os assistentes sociais e os fisioterapeutas estudem mais, abram suas mentes para novos conhecimentos, respeitem mais seus pacientes e cultivem somente a saúde e jamais a doença.
Art. 15 - Tornam-se sem efeito todos os Decretos e Leis anteriores a essa data que de alguma forma se choquem com esses princípios.
Art 16- Revogam-se todas as disposições em contrário.
Art 17- Esse Decreto já está em vigor.
PUBLIQUE-SE
CUMPRA-SE
* Psicólogo,dr. em saúde mental, psicanalista e escritor- Prof. Associado
- Instit. de Psicologia-UFU- Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012

Nada mais gostoso que comer nosso prato favorito. Não importa muito o que seja ingerido, desde que nos apeteça muito. Se assim ocorre, significa que nos dá muito prazer e é muito agradável sentir. Mas para que comemos? Comemos para matar a fome, que é um tipo de sensação que nos impulsiona a buscar alimento e comermos. À medida que vamos comendo, nossa sensação de fome vai diminuindo, até que desaparece por completo. O que nos mata o apetite são três substâncias contidas na sigla GAS – gordura, açúcar e sal. Pegue seu prato favorito e retire esses três elementos e o sabor se aproxima do gosto de isopor. Normalmente, depois de comermos, nos damos por satisfeitos até surgir de novo a fome e todo o processo se inicia novamente. Isso ocorre porque quase sempre comemos para nos libertar da idéia de fome que é desagradável.
O que comemos está relacionado com a dieta. No entanto, a finalidade do ato de comer não é matar a fome, mas nutrir as células do corpo. Nossas células precisam de 108 elementos que são o combustível pleno necessário para que funcionem com toda a capacidade. Isso é nutrição. Desses elementos, 53 são essenciais e os outros 55 são complementares. Esses últimos, caso não sejam fornecidos pela alimentação, são produzidos pelas próprias células. No entanto, as células conseguem produzir os elementos complementares a partir dos elementos essenciais, o que significa dizer que se o organismo não recebe todos os elementos essenciais as células não conseguem produzir adequadamente todos os elementos complementares. Assim, em termos de nutrição, o que importa não é o que se come, mas o que chega até as células.
Existem três grandes grupos de alimentos: primeiro os construtores que são os responsáveis pela construção dos órgãos e tecidos. Nesse grupo estão as proteínas, tanto de origem animal quando vegetal (soja, feijão etc). Segundo, os reguladores, que são responsáveis pelo bom funcionamento dos órgãos e tecidos. Nesse grupo estão as vitaminas e sais minerais. Estão espalhados principalmente nas frutas, verduras e legumes. E o terceiro grupo são os energéticos, responsáveis pelo fornecimento de energia para as células. Estão nesse grupo a gordura, o açúcar e o carboidrato (arroz e derivados de trigo principalmente).
Todos esses elementos estão espalhados nos múltiplos alimentos que comemos, principalmente os de origem vegetal. Até aí tudo bem, o problema começa a surgir quando não temos controle algum sobre os nutrientes que deveriam estar nos alimentos que consumimos. São raras as pessoas que produzem o alimento que consomem. A maioria absoluta das pessoas compra seus alimentos nos supermercados. A produção dos alimentos ali comprados está fora do controle do consumidor.
Sabemos que os alimentos cada vez mais são produzidos em grande escala e que são utilizados adubos para corrigir as deficiências causadas por constante monocultura no solo, agrotóxicos para controle de pragas. Os alimentos, desde a colheita até chegar à mesa do consumidor, passa por muitos processos. Aos alimentos industrializados são adicionados conservantes e condimentos para dar sabor. As frutas e legumes são colhidos quase sempre antes da época adequada, quando teriam o máximo de nutrientes para dar tempo de chegar até a mesa do consumidor antes de estragar. Para complicar mais ainda a situação, o alimento do brasileiro é muito calórico, herança de nossa cultura escrava, pois os escravos precisavam de muita energia para queimar no trabalho diário. A escravidão se foi, mas a mesa do brasileiro herdou o alimento, saboroso, mas muito calórico e pouco nutritivo.
Temos assim dois grandes desafios: o primeiro é que é impossível conseguir ingerir todos os nutrientes que as células precisam diretamente comendo, a não ser ingerindo uma grande quantidade de elementos em excesso como gorduras e carboidratos, que nos causam mal, necessitando o ser humano de complemento alimentar, semelhante ao que se dá pra os cães em forma de ração. Isso quem nos diz é a ciência e os melhores nutrólogos do mundo. Segundo, por volta de 90% das doenças podem ser evitadas ou se redimem espontaneamente se as células receberem uma nutrição adequada que é o combustível que precisam para funcionar otimamente bem, ou seja, os 53 elementos essenciais. Se você leitor pensa que se alimenta bem, procure se informar, pois descobrirá que paga muito caro para ser subnutrido.
* Psicólogo,Dr. Em saúde mental, Psicanalista e escritor- Prof. Associado
- Instit. de Psicologia-UFU-Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012

O ser humano realmente é interessante e enigmático. Cada vez se fala mais de independência e todos reivindicam essa condição. Hoje, na maioria dos países do mundo, tem-se assegurado a liberdade individual, a liberdade de grupos chamados de minorias e outros blábláblás. O feminismo foi fruto da reivindicação de liberdade por parte das mulheres. A autonomia dos países foi fruto da necessidade de independência. De alguma forma todos os povos se orgulham da independência de seus países de origem. Mas que droga de independência é essa? onde está a independência afinal? em que somos independentes?.
Teremos amanhã uma série de comemorações pelo dia da Independência do Brasil. Mas o que temos para comemorar em termos de independência? Para início de conversa dependemos da língua portuguesa e matamos as varias línguas nacionais de nossos índios. Dependemos de capital externo, dependemos de investidores, dependemos que outros países comprem nossos produtos e serviços, dependemos que outros países nos vendam tecnologias que não temos capacidade de produzir, dependemos de outros países para a produção de alguns artigos que exigem tecnologia de ponta como na área da aviação, informática e química fina. Dependemos de outros países que decidem por critérios tortuosos o grau de risco para alguém investir em nosso país e o pior de tudo, não somente eles mas inclusive nós mesmos acreditamos que eles estejam certos. Se até há algumas décadas alguém ainda poderia com um esforço sobreumano tentar aventurar-se a pregar a existência da liberdade de fato, hoje com a globalização parece que a única liberdade que temos é a de reconhecer que não temos mais liberdade alguma.
Minha esposa está terminando seu curso de Direito e em nossas estantes convivem livros de Psicologia e Direito. Já tive oportunidade de folhear alguns dos vários códigos de Direito e na verdade nunca consegui entender porque são caracterizados como “direito” e não “deveres” de tantas proibições e punições previstas. As coisas que eu gosto de fazer, raramente as posso fazer com a tão apregoada liberdade uma vez que, ou fere a alguma norma legalmente constituída, ou fere os direitos das pessoas à minha volta ou mesmo muitas vezes me coloca em riscos reais de autodestruição. Muitos jovens adoram ser livres e, ainda que quase todos tenham pouco dinheiro, nos fins de semana se reúnem em verdadeiros bandos e bebem muito e quase sempre da bebedeira resultam problemas desde pequenos desentendimentos até verdadeiras tragédias no trânsito. Eles juram que são livres.
Se vamos ao trabalho de automóvel, dependemos dos sinais de trânsito, dos famigerados radares caça-níveis, dos guardas sempre dispostos a multar, dos ambulantes nos enchendo de papéis e folhas de propaganda ou tentando nos empurrar alguma bugiganga para poder sobreviver; em muitas ruas da cidade temos câmeras de TV monitorando nossos movimentos; se vamos fazer compras tem sempre uma fila de gente na nossa frente e haja paciência e tempo; se ficamos em casa para descansar o telefone fixo ou o celular tocam e do outro lado tem alguém invadindo nossa privacidade. Quase sempre pessoas amigas nossas, mas quantas vezes do outro lado da linha tem uma telefonista, com voz de secretária eletrônica, verdadeiro robozinho repetindo o que lhe programaram para falar, tentando nos empurrar algum produto ou serviço. Quantas vezes recebemos trotes de falsos seqüestros ou enganos. Estava certa madame Roland quando, diante da guilhotina a que tinha sido condenada pela revolução francesa, disse: “liberdade, liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome!”.
* Psicólogo,Dr. Em saúde mental, Psicanalista e escritor- Prof. Associado
- Instit. de Psicologia-UFU-Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012