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Confidencial







31-10-2008


Bufê



Novembro promete. Será um mês de negociações intensas e de muitas conversas, tanto no Legislativo quanto no Executivo municipais. Na Câmara, o prato principal será a sucessão na mesa diretora. Há gente querendo fechar a questão ainda em novembro e evitar que o assunto gere desgaste demais entre os vereadores eleitos. Também há quem defenda que as negociações se arrastem até dezembro. Já na Prefeitura, o cardápio gira em torno da definição do novo secretariado. Alguns titulares permanecerão, outros não. Seja como for, o fato é que não há como evitar a mistura de ingredientes. O preparo do bufê será feito na mesma cozinha. Mudam-se um ou outro ajudante, mas o “chef” é um só.

Lição que fica

A última eleição da mesa diretora da Câmara de Uberlândia pode servir de lição para os pretendentes de agora. Em 2006, o grupo que defendia a candidatura do vereador Hélio Ferraz (PP), o Baiano, para a presidência da Câmara fechou a chapa com antecedência e soltou a notícia de que tinha apoio suficiente para garantir a eleição. A decisão não agradou quem esperava ser contemplado e acabou ficando de fora da relação. Resultado: o mesmo grupo que sustentava a candidatura de Ferraz rachou. A disputa foi para o plenário e, numa decisão apertada, com diferença de dois votos, Baiano saiu vitorioso. Mas, até que se chegasse a uma contagem segura de votos, o grupo que havia lançado candidatura mais cedo teve que ceder e acabou trocando alguns nomes na chapa. Nos bastidores, [quase] ninguém esconde que foi preciso negociar algo mais para que o resultado se viabilizasse. É esse desgaste que se pretende evitar agora.

Pré-candidatos

Com 50% da Câmara renovada para a próxima legislatura, os vereadores reeleitos estão mais cautelosos. Pelo menos os da base aliada, que são maioria. Como há mais de um interessado em disputar a presidência, foi firmado um acordo que contou com o aval do Executivo. Quem contar com mais apoio na bancada governista será o candidato. “Da outra vez faltou habilidade, soltaram a chapa fechada. Desta vez não vai bater chapa”, disse o vereador Wilson Pinheiro (PPS), um dos três nomes que integram esse acordo, afastando a chance de uma nova disputa na base. Os outros dois são Hélio Ferraz (PP), que é o atual presidente, e Antônio Carrijo (PP), que encabeçou a segunda chapa na eleição passada.

Em campanha

Os três vereadores governistas que demonstraram interesse pela presidência da Câmara já se reuniram com o prefeito Odelmo Leão (PP) e agora aproveitam o tempo antes do reinício das sessões para esticar o diálogo com os reeleitos e os novatos. “Eu já estou correndo atrás dos meus votos”, disse Hélio Ferraz. O atual titular da cadeira garante que só tem um objetivo e que não fará escolhas. “Não quero ser secretário nem outra coisa. Só me interessa a presidência.” Wilson Pinheiro também disse que não cogita ser secretário, apesar de que seu partido, o PPS, possa ser contemplado na próxima equipe de governo. “Quero continuar na Câmara.” Pelo menos até daqui a dois anos.

Preparando terreno

A presidência, no caso de Wilson Pinheiro, daria uma visibilidade que o cargo de secretário talvez não proporcione em dois anos de atuação. E o vereador tem motivos para querer se destacar: tem planos de se candidatar a deputado estadual em 2010. “É algo que já está definido”, disse o vereador, que estuda nomes de um eventual postulante a deputado federal para uma dobradinha. Pode ser do partido ou fora dele.

À espera de um convite

Enquanto uns sonham com a presidência da Câmara, outros mantêm esperanças de serem lembrados pelo prefeito Odelmo Leão na composição de sua próxima equipe. O vereador Felipe Attiê (PSDB), por exemplo, não esconde a expectativa. Candidato a deputado estadual em 2006, Attiê disse que não pensa em uma nova tentativa em 2010, mas admite que a experiência adquirida no Executivo ajudaria numa outra ocasião. “Como melhorar o currículo se não te dão oportunidade?” “Quero ter oportunidade de mostrar meu trabalho”, disse o vereador que, apesar de 16 anos de mandato na Câmara, acredita ter mais vocação para o Executivo do que para o Legislativo.





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joao alves de carvalho
20-11-2008
Todos os candidatos sao capacitados para a presidencia da camara, mas no momento o mais experiente eh o vereador Wilson Pinheiro. Almejo que todos os vereadores reeleitos e novatos votem com sabedoria porque Uberlandia merece...










30-10-2008


Colhendo os frutos



O deputado estadual Weliton Prado (PT) esteve ontem na Câmara Federal. Acompanhado do irmão, o deputado federal Elismar Prado, conversou com vários parlamentares sobre o panorama das eleições em Minas Gerais. Segundo fontes, numa das rodinhas de bate-papo o ex-candidato petista à Prefeitura de Uberlândia destacou que o grupo do qual faz parte no PT mineiro foi que viabilizou a aliança em Belo Horizonte que garantiu a vitória de Marcio Lacerda (PSB).

Na época do plantio

Antes do início da campanha eleitoral, ainda na fase de discussões sobre alianças, o deputado Weliton Prado foi um dos críticos da união entre PT e PSDB. Como vice-presidente estadual da legenda, o deputado chegou a declarar que defenderia uma chapa em que o PT fosse cabeça de chapa e que o partido não poderia abrir mão de lançar candidato depois de 16 anos administrando a capital mineira. Ao CORREIO, Weliton chegou a admitir na época que os tucanos até poderiam apoiar a candidatura, desde que não indicassem nenhum nome. Foi o que aconteceu. O PSDB não lançou nomes e ficou de fora da chapa, dando o apoio apenas informal.

Abstenção

No entanto, na reunião do diretório estadual do PT que decidiu a favor da chapa PSB/PT em Belo Horizonte e dessa “participação por fora” do PSDB, o deputado Weliton Prado evitou entrar em atrito. Ficou em cima do muro. E surpreendeu. Inclusive a base do partido em Uberlândia. Na votação que definiu pela aceitação da chapa Marcio Lacerda (PSB) e Roberto Carvalho (PT), o resultado foi 29 a 26. Houve três abstenções nesse dia: uma de Weliton Prado e outras duas de filiados ligados ao deputado.

Bancada mineira

O deputado federal Gilmar Machado (PT) é um dos nomes cotados para substituir o deputado Virgílio Guimarães (PT) na coordenação da bancada mineira na Câmara. Virgílio pediu para deixar o posto, que é dividido com o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB) – o tucano faz a ponte entre os parlamentares ligados ao governo estadual, enquanto o petista fica responsável pelos deputados da base aliada ao governo federal. Gilmar disputa a indicação com o deputado Mário Heringer (PDT). O escolhido vai coordenar as discussões ligadas ao orçamento. Neste caso, o petista pode levar vantagem por já ter sido o relator da Comissão Mista de Orçamento.

Reeleição

As eleições municipais deste ano tiveram a maior taxa de reeleição entre prefeitos desde 2000, quando foi criada a possibilidade de recondução de mandatos. Dos 3.435 prefeitos que disputaram um novo mandato neste ano, 65,97% tiveram êxito. Foram 2.266 reconduções ao cargo, o que representa 40,77% do total das prefeituras em todo o País.

13O estadual

Os servidores públicos do Estado, ativos e inativos, vão receber o 13o salário antecipado e integral no dia 5 de dezembro, com a folha de novembro. Serão 536 mil pagamentos, no valor total de R$ 2,027 bilhões entre salário de novembro e o abono natalino. Em época de crise econômica, o governo de Minas espera que o adiantamento deste ano proporcione uma injeção de novos recursos no comércio.





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29-10-2008


PV à disposição



Há alguns dias, um leitor da Coluna enviou e-mail querendo saber qual será a posição que o PV vai adotar em Uberlândia após as eleições municipais. Por enquanto, o partido não definiu seu caminho. “Não procuramos o prefeito Odelmo Leão e não fomos procurados”, disse à Coluna o presidente do diretório municipal, Henrique Goulart. A falta de iniciativa, no entanto, não significa distanciamento no segundo mandato de Odelmo. “Não estamos esperando [um convite para conversar], mas se formos convidados estaremos à disposição”, frisou.

Decepção

Na eleição deste ano, o PV participou da aliança em torno da candidatura a prefeito de João Bittar (DEM). Na disputa proporcional, o partido fez chapa com o PRP e o PTdoB. A chapa lançou 27 candidatos, dos quais 25 do PV, mas não conquistou nenhuma vaga de vereador. No total, a coligação obteve 7.084 votos, longe do quociente eleitoral que foi de 14.914 votos. Mas, essa, não foi a maior mágoa do partido. “Foi uma decepção o fato de que nem 10% da população não tem a conscientização de eleger um vereador que tivesse ligação com as questões ambientais”, disse Henrique Goulart. Lembrado pela Coluna, o presidente do PV reconheceu que houve ao menos um vereador eleito (aliás, reeleito) que teve como foco de campanha projetos ambientais.

Projetos

Caso o deputado João Bittar tivesse vencido a eleição para prefeito, a participação do PV na Administração Municipal era líquida e certa. Mais especificamente na Secretaria de Meio Ambiente, que na atual gestão, foi anexada à área de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. Se vier a ser convidado a dar sua contribuição, o PV garante ter “projetos executáveis dentro do plano plurianual de governo”, como a proposta de plantar 500 mil árvores por ano (dois milhões durante o mandato), incentivar a criação de viveiros e ampliar as patrulhas ambientais para combater o som alto à noite. No entanto, o presidente do PV garante que a decisão de participar ou não será tomada em conjunto com os demais integrantes do diretório, a exemplo do que aconteceu às vésperas das convenções partidárias. Para definir qual candidatura a prefeito o PV apoiaria, os candidatos a vereador foram decisivos. Na reunião que antecedeu a convenção verde, foram 24 votos a favor da candidatura de Bittar e apenas um para a de Odelmo.

Futuro

Enquanto não decide os rumos em 2009, o PV pensa em 2010. O partido não quer mais passar pelo constrangimento de somente ser lembrado em época de eleições. Por isso, vai buscar fortalecer o quadro de filiados. Quer trazer gente comprometida, mas também com potencial de votação. “Vamos convidar pessoas que tenham notória dedicação às causas ambientais, mas que tenham condições de obter êxito nas urnas”, disse Henrique Goulart. Nas eleições deste ano, o partido tentou agrupar na chapa de vereadores candidatos com potencial para receber uma média de 500 votos. Abertas as urnas, o resultado mostrou que a média obtida por candidato na chapa foi de 260 votos.

Foi uma exceção

Passadas as eleições, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que agora tenta se reconciliar com o partido após defender a polêmica aliança com os tucanos, explicou que a tese política da convergência, apregoada por ele e pelo governador Aécio Neves (PSDB) e que culminou na eleição de Marcio Lacerda (PSB), é uma exceção e não uma regra. Segundo Pimentel, ninguém deve se iludir de que essa convergência se repita em 2010. "Isso se repetir é muito difícil. Temos de ter a clareza para não ficar achando que em toda eleição agora nós vamos estar juntos", disse em coletiva no início da semana.

Palestra

A secretária-adjunta de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Maria Coeli Simões Pires, fará palestra hoje em Uberlândia com o tema “Direito à cidade e gestão participativa”. A palestra faz parte do curso de Formação de Lideranças em Políticas Urbanas, promovido pelo Instituto Pró Cidade Futura e a UFU, e será aberta ao público em geral. Maria Coeli é doutora em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-procuradora da Assembléia Legislativa de Minas. A palestra será às 19h no plenário da Câmara Municipal.





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28-10-2008


Parlamentares



Encerradas as eleições municipais, o índice de sucesso dos congressistas neste pleito foi inferior à disputa anterior. Dos 95 parlamentares que disputaram cargos de prefeito e vice-prefeito no País afora, 18 (18,9%) foram eleitos, todos deputados. Em 2004, 91 congressistas disputaram as prefeituras de suas bases eleitorais e 20 (22%) se elegeram – 18 deputados e 2 senadores.

Suplentes

Com a eleição de três deputados estaduais, dos quais dois no segundo turno, a Assembléia Legislativa de Minas terá, a partir de janeiro, nova composição. Todos os suplentes que vão assumir as vagas são da coligação PT/PMDB, que disputou as eleições de 2006. Pelo PMDB, foi eleito Luiz Tadeu Leite, prefeito de Montes Claros; pelo PT, se elegeram Elisa Costa, em Governador Valadares, e Roberto Carvalho, vice-prefeito na chapa de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte. O primeiro suplente é Carlos Gomes (PT). O segundo é Públio Chaves (PMDB), que foi eleito prefeito em Ituiutaba. Neste caso, se Públio optar pelo mandato de prefeito, quem fica com a vaga é o quarto suplente da coligação, Adelmo Carneiro Leão (PT). A outra vaga será de Maria Tereza Lara (PT), terceira suplente.

Na dependência

Há ainda um quarto suplente que poderá assumir a vaga de deputado no próximo ano. Trata-se do vereador de Uberlândia Tenente Lúcio (PDT), que disputou o cargo de vice-prefeito na chapa de João Bittar (DEM). Lúcio é o primeiro suplente de deputado do PDT. Nesta eleição, o partido teve o deputado Paulo César como o candidato a prefeito mais votado em Nova Serrana. Como a candidatura de Paulo César foi indeferida, seus votos não foram contabilizados e o deputado, portanto, permanece na Assembléia até que a situação seja decidida no TSE.

Profissões

Entre os mais de 379 mil candidatos a cargos públicos nesta eleição em todo o País, teve gente de todo o segmento. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, foram detectadas 594 profissões entre os registros de candidaturas. Para o cargo de prefeito, 2.075 já eram administradores municipais. Para vice-prefeito, o maior índice foi o de agricultores (1.830 candidatos). Os agricultores também foram os mais interessados na disputa para o cargo de vereador – ao todo 38.857 candidatos declararam ter esta ocupação.

Diversidade

A diversidade foi uma característica entre os candidatos. De donas de casa (9.782 candidatos) a empresários (12.783), passando por astrólogos (4), astrônomos (39), bacteriologista (16), capitalista de ativos financeiros (6) e petroleiro (36). Teve ainda coveiro (35), comissário de bordo (2), comandante de embarcações (21), controlador de tráfego aéreo (6), porteiro de edifício, ascensorista, garagista ou zelador (294). Entre os registros, existem os de dois candidatos que se declararam como presidente da República.





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25-10-2008


Inspeção do TCE



A Prefeitura de Uberlândia é uma das 10 no Estado que passarão por inspeção extraordinária feita pelo Tribunal de Contas (TCE-MG). Serão alvo das apurações as despesas realizadas com publicidade e os repasses de recursos a organizações privadas, no período de 2001 a 2008. Os outros municípios a serem inspecionados são: Betim, Juiz de Fora, Poços de Caldas, Uberaba, Ipatinga, Montes Claros e Sete Lagoas. A decisão foi baseada em levantamento feito pela Corregedoria do TCE sobre os processos, ainda em tramitação, referentes a inspeções realizadas nas prefeituras dos 10 municípios de maior arrecadação e receita orçamentária de Minas Gerais. Na pesquisa, verificou-se que, no bojo das inspeções de oito municípios, não consta a análise dos aspectos pertinentes a despesas com publicidade e repasses a entidades privadas.

Feriadão

Como acontece todo ano, os servidores que atuam nas três esferas públicas  serão contemplados com um feriadão no mês de outubro, quando é comemorado o Dia do Servidor Público. A data certa é o dia 28, mas por se tratar de uma data móvel, prevista em lei, a comemoração tradicionalmente é arrastada para uma sexta ou segunda-feira. Neste ano, o Município de Uberlândia e o Estado decretaram o feriado no dia 31, próxima sexta-feira. Já os servidores da esfera federal vão emendar a segunda-feira, 27.

Revisão do PPAG

Ituiutaba sedia, na próxima terça-feira, a segunda de quatro audiências públicas realizadas pela Assembléia Legislativa para revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2008/2011. Durante o debate, representantes de entidades poderão sugerir propostas para serem apresentadas ao plano. Outras duas audiências vão acontecer em Minas – Barbacena (30/10) e Belo Horizonte (5/11) – antes do encerramento das discussões. A audiência em Ituiutaba é a única na região do Triângulo e acontecerá na Câmara Municipal, a partir das 9h do dia 28. As sugestões apresentadas serão encaminhadas às comissões de Participação Popular (CPP) e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) e, se aprovadas, serão incorporadas ao PPAG.

Saque limitado

O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso (TRE-MT) adotou uma medida inovadora na tentativa de evitar a compra de votos nos municípios onde haverá segundo turno neste domingo naquele Estado. Uma resolução que entrou em vigor na quinta-feira passada proíbe que candidatos, partidos políticos ou representantes, coligações e colaboradores de campanha saquem em dinheiro valores superiores a R$ 5 mil em agências bancárias. A proibição vale até o dia da eleição, seja para saques únicos ou cumulativos. A resolução ainda proibiu o pagamento de colaboradores e auxiliares na véspera e no dia da votação. O TRE mato-grossense ainda solicitou às empresas de transporte de valores informações sobre transações em dinheiro na semana que antecede ao segundo turno.





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24-10-2008


Região estratégica



Afinal de contas, a eleição municipal deste ano terá reflexos na eleição de 2010? E a imagem de um político popular é capaz de transferir votos aos seus aliados? Seja qual for a resposta para ambas as indagações, o fato é que as macrorregiões do Triângulo Mineiro e do Alto Paranaíba são terrenos férteis tanto para o governador Aécio Neves (PSDB) quanto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números da eleição municipal deste ano mostram que a maioria dos prefeitos eleitos pertence a partidos que integram as bases aliadas dos dois governantes.

Base de sustentação

Segundo levantamento feito pela Coluna, o governador Aécio Neves leva vantagem em relação ao presidente Lula no aspecto quantidade de prefeitos eleitos cujos partidos são seus aliados. Dos 65 municípios que integram o Triângulo e o Alto Paranaíba, 62 elegeram prefeitos de legendas que apóiam o governo estadual. Desses mesmos 65 municípios, 40 deles serão administrados por prefeitos que também estão em partidos da base de sustentação do governo federal. Em pelo menos 37 cidades do Triângulo e Alto Paranaíba, os novos prefeitos são de partidos que apóiam tanto o governo estadual quanto federal.

Potencial

O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba têm, juntos, quase 1,5 milhão de eleitores. São 1.022.025 eleitores em 34 municípios do Triângulo e 473.507 eleitores em 31 municípios do Alto Paranaíba.

Retrospecto

Nas eleições de 2006, quando Aécio Neves e Lula foram reeleitos, o tucano teve uma aprovação maior que o petista nas duas regiões. Aécio foi reeleito (no primeiro turno) recebendo 82,98% dos votos no Alto Paranaíba e 68,28% no Triângulo. Lula obteve (no segundo turno) 48,28% dos votos no Alto Paranaíba e 60,5% no Triângulo.

Municípios

Neste ano, o partido do governador de Minas elegeu 9 prefeitos do Triângulo e Alto Paranaíba, enquanto a legenda do presidente conquistou duas prefeituras. O partido que mais elegeu prefeitos nas duas regiões foi o Democratas, com 13 — 8 no Alto Paranaíba e 5 no Triângulo. Na eleição para vereador, a legenda que mais conquistou cadeiras foi o PMDB, 83. Em seguida, ficou o PSDB, que elegeu 80 vereadores, e em terceiro o DEM, com 76. Confira no quadro abaixo os prefeitos e vereadores eleitos por partido no Triângulo e Alto Paranaíba:

Partido prefeitos vereadores

DEM 13 76
PMDB 12 83
PSDB 9 80
PP 8 67
PR 7 65
PDT 3 32
PT 2 39
PTB 2 38
PV 2 22
PPS 1 26
PSB 1 18
PMN 1 12
PSC 1 10
PSL 1 10
PRB 1 5
PcdoB 1 2
PTC 0 10
PSDC 0 5
PRTB 0 3
PRP 0 2
PTN 0 2
PHS 0 2
PTdoB 0 1
PSOL 0 0
PSTU 0 0





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23-10-2008


Aécio vem aí



O governador Aécio Neves está com viagem agendada a Uberlândia na próxima semana. Novos investimentos, visita a obras e parcerias com a Prefeitura são alguns itens da pauta. A vinda do governador foi fechada durante a presença do prefeito Odelmo Leão em Belo Horizonte na semana passada. Ficou acertado que uma equipe técnica do governo ficará algum tempo em Uberlândia fazendo um raio X em todos os setores da Prefeitura. Os especialistas vão se reunir com os secretários e detectar pontos a serem melhorados, tanto no atendimento quanto na operacionalização. A partir do resultado desse levantamento é que será apresentado o esboço da reforma administrativa que o prefeito pretende mandar para a Câmara ainda neste ano.

Secretariável

Os trabalhos da equipe que fará o levantamento da situação na Prefeitura serão acompanhados pelo ex-secretário de governo Sérgio Ribeiro, que é um dos cotados para a nova gestão. Outro nome que aparece nesse estudo é o do ex-procurador-geral Oscar Virgílio, que ainda presta serviços de consultoria à Administração Municipal. Virgílio foi o responsável pela equipe de transição formada por Odelmo no fim da gestão Zaire Rezende. Na época, tanto Virgílio quanto o prefeito se desviaram do assunto quando perguntado sobre a composição do secretariado. Quando os nomes foram anunciados, lá estava o de Oscar Virgílio. E o Sérgio Ribeiro agora? Será que também estará entre os futuros secretários? Para lideranças da base, o prefeito tem dito que ainda não escolheu ninguém.

Campo Florido

Durante a visita a Uberlândia, o governador Aécio Neves deverá percorrer as obras do Hospital Municipal, que correm o risco de ter o cronograma atrasado por causa da crise econômica — alto custo da ferragem. A previsão era terminar a obra ainda neste ano. É esperado que o governador também traga novidades sobre a pavimentação da rodovia que liga Uberlândia a Campo Florido. Desta vez, espera-se que a autorização para o início da obra seja dada.

Mobilização

A vinda do governador Aécio Neves na semana posterior ao segundo turno das eleições também sinaliza um primeiro contato com lideranças políticas da região visando a um projeto para 2010. Em Uberlândia, essa mobilização já ganha consistência. O próprio prefeito, em entrevista ao CORREIO, disse que espera receber o apoio e a participação de todos os grupos políticos em seu próximo mandato. Para gente próxima, o prefeito tem dito que vai trabalhar para que Uberlândia eleja o maior número possível de representantes na Assembléia Estadual e na Câmara Federal. A intenção é desencadear um movimento resgatando os conceitos do antigo MDU – Movimento Democrático de Uberlândia. Só que, desta vez, a conversa não se restringiria apenas aos partidos de direita. Contemplaria algo maior.

PEC dos Vereadores

Olha ela aí novamente. Guardada na gaveta do Senado desde que a campanha eleitoral foi desencadeada, a PEC dos Vereadores, aquela proposta que aumenta o número de vagas nas Câmaras Municipais e reduz o percentual de repasses às mesmas, ganha uma nova mobilização. Que vem de fora da Casa. Desta vez, o movimento tem a adesão dos novos suplentes. Gente que tentou e não conseguiu novamente uma vaga de vereador se mobiliza nos bastidores para convencer os senadores a desengavetarem a PEC de número 333/04 e votá-la ainda este ano. A primeira articulação já começou. E é virtual. Centenas de e-mails estão sendo enviados aos parlamentares cobrando a votação do texto, que já passou pela Câmara dos Deputados.

Criando fato

Para que a onda em prol da votação da PEC dos Vereadores ganhe força, tem até políticos de várias regiões e estados “plantando” notícia nas redações de jornais de que a mobilização no Senado “está a mil”. Pressão pura. Primeiro porque ainda há uma eleição municipal em andamento e os senadores estão mais preocupados no momento em dar atenção às suas bases. Segundo, que a mudança das regras justamente depois de decidir os eleitos criaria um rebuliço nas câmaras municipais. Especialmente naquelas que eventualmente teriam até sete vereadores a mais do que a atual legislatura, como seria o caso de Uberlândia. Mais vagas e menos recursos implicaria em redução de pessoal, custos e, quem sabe, até salários. Vereador eleito não gostaria de lidar com esse cenário. Já os suplentes estão afoitos para garantir a vaga.





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22-10-2008


De segunda mão



A unidade do Corpo de Bombeiros de Uberlândia deve, finalmente, ter uma antiga necessidade atendida: a aquisição de uma escada magirus, utilizada para ocorrências em edifícios e locais de difícil acesso. Mas, antes de comemorar, vale deixar duas informações registradas: primeiro, ainda não há nada oficializado, nem na unidade em Uberlândia, nem na direção da corporação em Belo Horizonte. O que existe é um comprometimento. O equipamento a ser destinado para a cidade pertence à corporação em Belo Horizonte e está sendo substituído por outro mais moderno. Ou seja, o que virá para Uberlândia estava parado e passará por reparos.

Omar Freire/Imprensa MG

Escada magirus

Mobilização

Não é de hoje que lideranças políticas de Uberlândia pleiteiam uma escada magirus para a unidade dos Bombeiros. As notícias mais recentes, no entanto, sinalizam que a reivindicação está próxima de ser atendida. Ontem o deputado estadual Luiz Humberto Carneiro (PSDB) confirmou que a solicitação foi reforçada na semana passada em visita do prefeito Odelmo Leão (PP) ao vice-governador Antonio Anastasia. Segundo Luiz Humberto, que esteve no encontro, o vice-governador ligou de seu gabinete para o comando do Corpo de Bombeiros perguntando se havia possibilidade de Uberlândia ser contemplada com o equipamento. A resposta afirmativa foi confirmada pela corporação e repassada por Anastasia ao deputado e ao prefeito. No entanto, segundo Luiz Humberto, não foi dado prazo para que o pedido fosse atendido.

Em manutenção

Omar Freire/Imprensa MG

Em entrevista ao CORREIO no domingo passado, o deputado estadual Weliton Prado (PT) havia dito sobre uma intervenção na tribuna da Assembléia na semana passada cobrando a tal escada magirus para Uberlândia. O deputado disse na entrevista que soube da notícia de que o governo estaria encaminhando para Uberlândia uma escada usada. Na unidade dos Bombeiros em Uberlândia, ninguém tem conhecimento do fato. Na assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros em Belo Horizonte, a informação é de que não há nada oficial. No entanto, foi repassada outra informação de que a unidade adquiriu uma escada nova, tipo autoplataforma (foto), para atender à capital mineira e que a escada antiga, a magirus, que não é utilizada “há bastante tempo”, foi encaminhada para a manutenção. Esta última é que deverá vir para Uberlândia.

Mesa diretora

As articulações para a composição da próxima mesa diretora da Câmara de Uberlândia devem passar os próximos dias apenas no campo dos bastidores. O assunto só deverá retornar com maior ênfase no início de novembro, quando recomeça o período ordinário. Até lá, os vereadores eleitos e com interesse por algum cargo na mesa aproveitam para fazer o corpo a corpo. Além dos quatro nomes citados ontem pelo CORREIO (Baiano, Liza, Misac e Wilson), surgiu mais um interessado pela cadeira de presidente: Célio Moreira (PMDB).





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21-10-2008


A hora da costura



A pouco mais de dois meses para o início da nova legislatura municipal, a disputa pelos cargos na mesa diretora da Câmara ganha cada vez mais contornos. Há pelo menos dois interesses em negociação: um é a própria participação na mesa, seja em qualquer um dos seis postos. O outro é a barganha por cargos comissionados, seja no Legislativo ou até no Executivo. Muitas vezes, se coloca um nome na disputa mesmo sabendo que as chances são praticamente nulas. Mas o simples fato de incomodar com uma candidatura alternativa é suficiente para ganhar atenção e, mais adiante, o que se pretendia desde o começo.

Ensaio

A disputa por cargos na mesa direta é parecida com a eleição municipal em alguns aspectos. Na fase de pré-campanha, todo mundo quer ser candidato. É a mesma coisa quando um partido anuncia que pretende disputar a prefeitura com nome próprio. No início, a maioria afirma que tem essa pretensão. Quando as convenções se aproximam é hora dos conchavos e quem tinha planos próprios acaba cedendo em prol de “um projeto maior”. Na prática, participação no governo. A eleição deste ano é um exemplo. Parte dos partidos que acompanharam o prefeito eleito ensaiou candidatura até o último momento. Agora vão cobrar essa participação no próximo mandato. Se serão atendidos a contento é outra história.

Bloco PDT/PSL

Enquanto uns negociam de um lado, outros se acertam de outro. Os vereadores eleitos pelo PSL e PDT formaram o primeiro bloco parlamentar da próxima legislatura. São dois vereadores do PDT — Murilo Alves e William Alvorada — e um do PSL — Doca Mastroiano. Os três são novatos na Casa, mas querem mostrar que há uma força instalada logo no início dos trabalhos. Garantem atuar em conjunto em plenário e vão indicar um nome para compor a mesa diretora. “A formação do bloco nos dá legitimidade para participar da chapa, para compor comissões, participar de negociações políticas, especialmente com o Executivo”, disse Murilo Alves, que será o líder do bloco.

Fidelidade

O bloco PDT/PSL ainda não definiu se fará parte ou não da base aliada. Os dois partidos integraram a aliança que defendeu a candidatura de João Bittar (DEM). Na atual legislatura, os dois partidos passaram por situações opostas. O PDT não elegeu ninguém, mas tem dois vereadores, enquanto o PSL conquistou uma cadeira e hoje não tem representação. Para a próxima legislatura, os novatos apostam numa postura diferente. “A fidelidade partidária facilita a consolidação do bloco”, diz Murilo Alves.

Oposição fortalecida

A oposição na próxima legislatura promete ser mais representativa do que a atual. Os vereadores eleitos pelo PT, PMDB e PSB articulam uma atuação em conjunto, mas sem a formação oficial de um bloco parlamentar. “O bloco restringe o espaço de cada um, tira a independência”, disse Liza Prado (PSB) (foto). “Mas vamos votar unidos”, reforça. Os três partidos apoiaram a candidatura de Weliton Prado (PT) e elegeram cinco vereadores. Só o PT fez três cadeiras, que é o mesmo número de vereadores que estão na oposição na atual legislatura.

Muriel Gomes

Liza Prado (PSB)





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18-10-2008


A “tese” sobe no telhado



Do governador Aécio Neves (PSDB) ao responder à pergunta sobre a avaliação do resultado das intenções de voto no segundo turno em Belo Horizonte, que apontam o candidato defendido por ele e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) bem atrás do adversário Leonardo Quintão (PMDB): “Nós em Minas defendemos uma tese, que eu gostaria de ver vitoriosa nas urnas, mas que não deixará de ser defendida por mim, se o resultado não nos for favorável. É a tese de maior convergência. É a tese de que os partidos que hoje agonizam na disputa política, que polarizam a disputa política brasileira, não precisam ser inimigos ad eternum”.

Estado de Minas

 

Cautela

No primeiro turno, uma parte do PSDB e outra menor ainda do PT na capital que defendiam a candidatura de Márcio Lacerda tinham a convicção de que a aprovação dos governos estadual e municipal seria suficiente para eleger o candidato do PSB. Diante do cenário atual, Aécio Neves já é mais comedido em relação às perspectivas de seu candidato sair vitorioso das urnas. “Se não for da vontade da população de Belo Horizonte, cabe a mim e a todos os outros respeitarem e continuar trabalhando”, disse em entrevista coletiva concedida ontem em Brasília.

Efeito colateral

Outro ponto admitido pelo governador tucano é o fato de que o eleitor já não se convence tanto de que a imagem de uma liderança popular seja capaz de transferir votos para seu candidato. “Acho que esta eleição deu uma demonstração muito clara para todos nós, para o presidente da República, para outros governadores e a mim em especial, que não há o toque de Midas. Pelo que eu disse, a avaliação do governo exatamente neste instante, entre o primeiro e o segundo turno, é a maior de todos os tempos, o que mostra que ele [Lacerda] não ter ganho [no primeiro turno] não foi em razão de uma avaliação negativa ou decrescente do governo. Mas as pessoas querem escolher em quem votam. Serve para Belo Horizonte, serve para São Paulo, está servindo para o Rio de Janeiro. E servirá para o Brasil num futuro próximo.”

Lição que fica

“Acho que esta eleição está servindo para desmistificar um pouco esta tese, eu me incluo humildemente dentro dela, de que não há como você impor. Nem era a minha intenção. Nós apresentamos uma proposta e um candidato. E caberá a Belo Horizonte avaliar qual o melhor caminho para o seu futuro. E cabe a nós, enquanto homens públicos, respeitar qualquer que seja a decisão.”

Análise

Analistas apontam que a queda nas intenções de voto de Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte, que no primeiro turno foi o mais votado, se deve à rejeição de tucanos e de petistas à aliança – mesmo que informal – entre os dois partidos. Em várias cidades do interior, essa aproximação foi oficializada nas eleições, no entanto, se trata de situações típicas que não ultrapassam as fronteiras dos municípios. Mas, num cenário nacional, a união entre PT e PSDB hoje seria praticamente impossível. E a capital mineira é vitrine no cenário nacional, com reflexos para as eleições de 2010. Não há como ignorar isso. O crescimento de Quintão, portanto, pode ser uma resposta de eleitores tucanos inconformados com a presença do PT e de eleitores petistas irritados com a proximidade do PSDB na chapa. E ainda de eleitores que não querem um candidato “empurrado” apenas porque conta com o aval de lideranças com alto índice de aprovação.





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