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Ivan Santos







30-11-2008


Cresce a divisão no PT



O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, depois de comemorar a vitória da aliança informal com o PSDB para eleger o empresário Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte, pode transformar-se em um general sem tropa no PT. No fim da semana passada, representantes do Partidão (PT) com atividade em mais de 100 municípios, reuniram-se em Ponta Nova, cidade do Sudeste do Estado e decidiram apoiar o ministro do Programa Fome Zero, Patrus Ananias, candidato ao Palácio da Liberdade, em 2010. Pimentel, também aspirante a candidato ao Governo do Estado, precisa ganhar apoio no PT para viabilizar a candidatura na convenção do Partido. O grupo liderado por Patrus tem apoio do ministro Luiz Dulci (Secretaria da Presidência da República) e considera a coligação informal com os tucanos, inspirada por Pimentel, como “movimento espúrio no PT”. Essa coligação foi classificada em Ponte Nova como “movimento adesista ao PSDB e a favor do projeto político do governador Aécio Neves”. O “Movimento Coerência” defende a candidatura de Patrus Ananias em 2010 e rejeita qualquer tipo de coligação com o PSDB. Também prega o retorno do PT às origens socialistas contra os sociais democratas do PSDB. Para os líderes do “Movimento Coerência”, o prefeito Fernando Pimentel é hoje um “morto-vivo no PT”. Está clara a radicalização contra o prefeito da capital que terá que ter forte e hábil jogo de cintura para manter-se candidato a governador no Partido do Presidente Lula.

Isolamento

O prefeito de BH, Fernando Pimentel está isolado no PT e é pouco conhecido nos diretórios do interior. Na avaliação do Grupo Coerência, “Pimentel não tem projeção fora da capital para ser candidato do Partido a Governador”. Este Grupo trabalha com agilidade para transformar em consenso a candidatura de Patrus Ananias ao Palácio da Liberdade.

Poder familiar

Em Uberlândia o PT também está divido entre o Grupo da família Prado que comanda o Partido no município (Weliton, deputado estadual e Elismar, deputado federal) e o que segue o deputado federal Gilmar Machado. Gilmar e Elismar, em 2010, devem se candidatar à Câmara Federal e Weliton trabalha para conquistar apoio no PT para candidatar-se ao Senado.

Aspirantes

Se Weliton conquistar apoio do Diretório Estadual para candidatar-se ao Senado, disputará uma das duas vagas de Minas na eleição de 2010. Caso não seja escolhido pelo Diretório Estadual do PT para essa disputa, certamente tentará reeleger-se para a Assembléia Legislativa. O que não falta no PT local é aspirante a uma cadeira na Assembléia e na Câmara.

*opiniao@correiodeuberlandia.com.br





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29-11-2008


Hábil Jogo do Tinhoso



Os políticos acostumados a acompanhar o Jogo do Tinhoso na História Política do Brasil começaram a desconfiar que o estrategista Lula da Silva recebeu orientação para desnortear e derrotar os adversários. O comandante do PT escolheu, a dois anos das eleições, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para candidata à comandante do Planalto em 2010. Na prática, Lula mantém oculto o nome sugerido pelos deuses do Planalto para a missão. Lula faz intervenções veladas na oposição. Uma delas ficou clara há poucos dias e tem a intenção de expor na mídia, por antecipação, a aspiração presidencial do tucano José Serra. Assim semeia desavenças no Ninho dos Tucanos. A intenção é queimar o principal candidato da oposição na mesma fogueira onde também deverá ser assada Dona Dilma Rousseff. Não é preciso muito esforço para entender esta estratégia de Tinhoso. Algumas cabeças coroadas do PT já começaram a desconfiar que Lula escolheu o José Serra para ser o contraponto a Dilma. Serra já foi candidato a presidente e, com os efeitos da marolinha no Estado de São Paulo — o mais industrializado do País — até o começo de 2010 estará desgastado e pronto para ser assado na “Fogueira Santa da Sucessão” montada por Lula. Para aguçar as ambições de Serra, Lula mandou o Banco do Brasil pagar R$ 5,38 bilhões pela Nossa Caixa. Botou grana viva no cofre de São Paulo, administrado por Serra. Como dinheiro na mão é vendaval, a estratégia de Belzebu está montada, com Dilma Roussef e José Serra no limbo.

Negócio perfeito

A venda da Nossa Caixa foi um bom negócio para o governador paulista, José Serra. A compra foi bom negócio para o Banco do Brasil. A crise econômica mundial pode desgastar os deuses do Planalto e o do Palácio dos Bandeirantes, na mesma proporção. O dinheiro da venda da Nossa Caixa servirá, nesta altura do campeonato, para inflar a ambição de Serra.

Efeito da marolinha

A crise econômica mundial (“marolinha”) pode reduzir a arrecadação dos governos estaduais, principalmente em São Paulo, Estado mais industrializado da paróquia. José Serra precisa de dinheiro para investir em obras de interesse social e Lula precisa de Serra como contraponto para a disputa eleitoral em 2010. Este jogo é diabólico, podem acreditar.

Retorno calculado

Quando foi derrotado na eleição presidencial por Lula em 2002, José Serra viajou para descansar no exterior e de lá acompanhou a constituição do governo do petista. Hoje, Lula tem dois candidatos: Dilma e Serra. Se ganhar um ou outro será fácil para o liberal Luiz Inácio Lula da Silva retornar ao Planalto na eleição de 2014. Este é bem jogo calculado.

*opiniao@correiodeuberlandia.com.br





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28-11-2008


A nova reforma eleitoral



Há dias, o governo anunciou que enviará ao Congresso um projeto de reforma política. Não será reforma política, mas simplesmente um rearranjo eleitoral. Reforma política incluiria mudança no sistema presidencialista com possível substituição deste por parlamentarismo, troca da República por Monarquia, instituição de um Legislativo unicameral representado por uma Assembléia, sem Senado. Nada disso constará da proposta de reforma do governo, cujo objetivo central é reduzir o número de partidos e criar financiamento público de campanhas eleitorais. Hoje o sistema político brasileiro está caótico. O eleitoral, também. Os 27 partidos nacionais não defendem princípios; são sociedades civis, de direito privado, habilitadas a registrar candidaturas. No Brasil, partidos socialistas, trabalhistas ou liberais falam a mesma língua e perseguem os mesmos objetivos. Não há regra ou exigência que obrigue os partidos políticos brasileiros a uma identidade definida. Todos só pensam em “levar vantagem em tudo”, na situação ou na oposição. Cada voto de parlamentar da coalização que apóia o governo custa caro na hora de projetos de lei ou Medidas Provisórias. Sem bombom não tem apoio, não tem solidariedade.

Para governar é preciso oferecer bondades, benesses ou mensalões à “cumpanheirada”. Fidelidade partidária é conversa pra boi dormir. O STF que tenta moralizar o jogo eleitoral não conhece “fidelidade partidária moderna”. O STJ “legisla” para consertar as trapalhadas partidárias.
 
Liberdade eleitoral

Hoje a cada eleição é preciso lançar novas regras eleitorais para “reorganizar a propaganda e evitar ação do poder econômico”. Manipular eleitoralmente igrejas salvacionistas e sindicatos é bom pra conquistar a massa e obter resultados eleitorais. Os militantes partidários sonham com apoio incondicional da Tigrada. Quem pode, pode. Quem não pode, não pode.

Flexibilidade

Com a legislação eleitoral flexível é possível mudar no Brasil as regras do jogo a cada eleição. FHC criou a reeleição. Hoje se fala em acabar com essa prática para acomodar interesses políticos ocasionais. Diante de  aspirações de poder, cresce um movimento para prorrogar os mandatos até 2012, com Lula no Planalto e Aécio no Liberdade. Lindo, né?

Reforma encantadora

No Congresso crescem os encantos com a reforma política prometida por Lula. Cresce também o interesse dos atuais parlamentares pela Lista Fechada de Candidatos. Seria garantia de reeleições permanentes até a aposentadoria por morte. Isto e o financiamento público de campanhas eleitorais transformariam o Parlamento Caboclo em Paraíso Tropical.

*opiniao@correiodeuberlandia.com.br





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Diógenes Pereira da Silva
28-11-2008
A nossa política brasileira está falida, fadada ao insucesso, por um bom período. Reforma política, nobre senhor Ivan Santos é o que não querem! Nenhum partido quer lagar da teta, das bondades caso apóiem o Governo. Passou, deixou de ser predicativo de incógnitas, para assumirem o que são de verdade perante a sociedade, não tem preocupação de esconder os interesses em benefícios próprios e não em uma reforma que vá trazer beneficio para a sociedade, ou diminuir o gasto do governo com pagamentos exorbitantes a políticos! Ora, as ações em busca de uma “REFORMA POLÍTICA” devem ter uma ótica sobre os aspectos legais, mas há aquém interessa está reforma, se não a sociedade, que não participa não cobra? Amenos que sejam beneficiados podem esquecer não só da reforma política, mas sim de toda e qualquer uma que vá de encontro com as benesses, contra o futuro de cada um que lá está. Ora, quem seria capaz de votar uma reforma em subtração própria? O maior motivo pelo quais as políticas não são respeitadas são os seus criadores, que não tem empenho em criar qualquer controvérsia, contra o futuro seu, ou de seus familiares! Pois o futuro só a DEUS pertence!!!! E quem criaria, mesmo que fosse um bem-estar em favor da sociedade? Eles pensam que viveram pela eternidade, ou o próximo será um filho ou um ente querido, que assumirão seus lugares, aí quem criaria algo em desfavor próprio? É está toda a problemática, precisamos cobrar o poder democrático do povo se o povo não participa, mas tão somente espera que seu (seus) representante faça sua fez, ficaremos nesta Constância até que DEUS decida por outra vertente! Não podem criar uma reforma política que traga melhoramento só para os políticos. Mas, eles não ousam matar a galinha dos ovos de ouro e votar uma reforma que os contrariem!!!!!!!!!!! A grande maioria dos nossos políticos, com raríssimas exceções deveria passar pelo crivo da ética moral, para depois, serem escolhidos representantes do povo!










27-11-2008


Campanha Nacional de Animação



Os estrategistas políticos do Palácio do Planalto parecem preocupados com os efeitos da “marolinha” no projeto de poder do presidente Lula em 2010. Há poucos dias, o comando estratégico da Comunicação Social aconselhou Lula a aprovar uma campanha publicitária nacional para animar a Tigrada a passar por cima da crise internacional de crédito, com a cabeça erguida e fé no futuro. A campanha deverá tranqüilizar os endividados e aconselhá-los a gastar o que o salário puder comprar neste fim de ano para manter a produção industrial aquecida e o comércio ativo. Esta é uma receita brasileira para enfrentar a “marolinha”. A campanha promete ser linda, verde como a esperança e amarela como ouro de aluvião. Em uma reunião recente, no começo desta semana, na Granja do Torto, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, apresentou o projeto aos outros ministros e comentou: “É pra vocês conhecerem o terreno onde pisam”. Na promoção, o governo mostrará que o Brasil está com o corpo fechado para marolas, marolinhas e tornados, porque o presidente Lula fez o dever de casa. Por isto o País pode atravessar, incólume, qualquer tempestade, venha de onde vier, tenha a intensidade que tiver. A idéia central da campanha é manter a confiança no governo e insinuar esperança na Mãe do PAC como sucessora de Lula a partir de 2011. O Palácio do Planalto parece preocupado com os efeitos maléficos da “marolinha” no projeto de poder do PT em 2010. A “marolinha” parece “tinhosa” demais para ser ignorada.

Firme como rocha

As peças da campanha publicitária em formatação no Planalto mostrarão que o Brasil está firme como rocha e blindado por uma reserva internacional de US$ 200 bilhões; o governo tem experiência de outras crises cabeludas e sabe navegar em rios cheios de piranhas, jacarés e outras feras. A idéia é manter a Tigrada confiante na mística do Cavaleiro da Esperança.

Dever cumprido

Para Franklin Martins, idealizador da Campanha, “a crise é grave e requer medidas urgentes, mas o Brasil hoje está mais preparado do que a Coréia, a Rússia e a Índia, para enfrentá-la, não apenas porque o presidente Lula é homem de sorte, mas também porque o governo fez o dever de casa”. Tigrada, o Brasil sabe a ginga da capoeira e vai botar pra quebrar!

Promessa forte

O conjunto de ações da campanha publicitária enfocará o controle da inflação, a formação de reservas internacionais e, sobretudo, a garantia do governo de que haverá oportunidades de progresso para todos, melhoria na saúde, na educação, na segurança pública e a Bolsa Família, recheada de bondades para o povo, continuará intocável no presente e no futuro!

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Diógenes Pereira da Silva
27-11-2008
Esta ação de incentivar o consumo em um período que se aproxima as festividades de fim de ano, simplesmente para sustentar o mercado, ou melhorar seu poder de compra e mantê-lo aquecido pode ser uma incógnita diante a crise. Os riscos existem, quem vai pagar a conta? Pode ser bom ser generoso em um local ou ao sair com alguém, mas devemos gastar porque queremos, não por nos sentirmos pressionados, ou incentivados. O momento não é para gastança e sim de precaução! Lembrem do incentivo as aplicações da bolsa, Gastem, mas por que precisam sem, contudo, gastar além do que podem!!! Quem vai pagar a conta não é o Governo. Se partirmos para a real situação, o 13º salário de quase todos os trabalhadores brasileiros, já estão comprometidos com IPVA, IPTU, seguros diversos, além das matrículas e materiais escolares no início do ano, um descontrole financeiro agora poderá levar a tormenta até no próximo final de ano!










26-11-2008


Contagem briga pelo ICMS



As transferências do ICMS do Estado para Uberlândia serão maiores em 2009, em parte por causa do VAF (Valor Adicionado Fiscal) gerado pela fabricação de cigarros da Souza Cruz que, durante 20 anos, foi contabilizado em Contagem.

Segundo as projeções da Secretaria de Estado da Fazenda, Uberlândia, que em setembro deste ano recebeu R$ 18,9 milhões, receberá, a partir de janeiro de 2009, mais de R$ 19 milhões mensais. O VAF da Souza Cruz, cuja fábrica está em Uberlândia, há 20 anos foi calculado em Contagem, onde está o maior Centro de Distribuição de Cigarros da empresa. A transferência para Contagem ocorreu por decisão do governador Newton Cardoso. O retorno para Uberlândia ocorreu no dia 25 de janeiro de 2007 pelo Decreto Estadual nº 44.442 (Ajuste de Transferência). Esta decisão deu-se a pedido do prefeito Odelmo Leão e decisão do governador Aécio Neves. A situação era assim: Uberlândia produzia os cigarros e os “exportava” para Contagem onde está o Centro de Distribuição da Souza Cruz. Os cigarros eram “exportados” ao custo de produção, operação que inflava o VAF de Contagem. Agora o produto industrializado é “exportado” ao custo de mercado e gera maior VAF em Uberlândia. Contra esta mudança, a prefeitura de Contagem impetrou mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado para revogar o decreto estadual. Está armada a “Guerra do ICMS da Souza Cruz” entre Uberlândia e Contagem. A prefeitura de Contagem não se conforma em perder boa fatia do ICMS para Uberlândia.
 
Legalidade

A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), questiona a legalidade do decreto do “Ajuste de Transferência”, que, para ela, “fere os critérios da Lei do ICMS. O secretário da Fazenda de Contagem, Dalmy de Freitas, disse que “em decorrência do Ajuste de Transferência, Contagem perdeu R$ 6,3 milhões ao ano e Uberlândia ganhou R$ 31,6 milhões”.

Reação de Odelmo

Em entrevista ao “Estado de Minas”, o prefeito Odelmo reagiu: “A Constituição Federal é clara e determina que cabe ao Estado fazer a regência do ICMS. A fábrica (da Souza Cruz) é aqui, as questões sociais dos trabalhadores estão aqui, as escolas que temos de oferecer aos filhos (dos trabalhadores) estão aqui. Assim também a saúde e a segurança”.

Defesa de um direito

Odelmo avisou que, “embora o mandado de segurança interposto por Contagem tenha por objetivo suspender o decreto do “Ajuste de Transferência do VAF para Uberlândia, não queremos nada dos recursos gerados pelas fábricas de Contagem. Só queremos o que é nosso e até pensamos em recuperar na Justiça R$ 320 milhões que Uberlândia perdeu para Contagem em 20 anos”.

*opiniao@correiodeuberlandia.com.br





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Diógenes Pereira da Silva
26-11-2008
Se for levar em conta o fiel cumprimento da lei maior, não se chegará uma questão amigável facilmente nesta questão ICMS ( Uberlândia – Contagem)! O artigo 155 da Constituição Federal é claro ao ditar que compete aos Estados instituir o ICMS, bem como que o mesmo não incidirá sobre as operações que destinem ao exterior produtos industrializados. O legislador constituinte objetivou com a norma supra citada agregar ao produto industrializado brasileiro valor competitivo, para que o mesmo encontre mercado externo, ajudando na estabilização da balança. Portanto, não há como admitir qualquer interpretação à norma constitucional que lhe dê um significado absolutamente diverso da realidade das letras e sentido constitucionais.O ICMS é o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. Atualmente, é o tributo de maior arrecadação em nosso país e também o de maior relevância para os Estados. Assim, o ICMS se apresenta como um imposto extremamente complexo, objeto de grandes discussões, principalmente no que tange a sua consecução legislativa, de prerrogativa dos Estados, de onde surgem um emaranhado de leis, regulamentos, decretos, portarias, resoluções, comunicados, etc. Tal lineamento legislativo e regulador transformam o ICMS em pontos controversos, onde discernir suas regras é, dia a dia, um desafio. Quanto ao Estado de Minas Gerais, o tratamento não é diferente. Caberá ao Poder Judiciário, a difícil missão de decidir a complexidade da lei. Declarar a inconstitucionalidade desses atos estaduais se for o caso permitindo o desenvolvimento de empresas nacionais sem obstáculos que objetivem meramente o enriquecimento dos cofres públicos. Por outro lado, não se pode deixar de levar em conta, que sendo a área produtiva e industrial em Uberlândia, a agregação de valores de produção na minha módica opinião deveria ficar na área produtiva, mas é uma questão de grandeza e só quem tem competência para apontar o certo do errado, o justo do injusto!










25-11-2008


Lula e o ovo indez



Antes de a ‘marolinha’ que pode danificar a economia se instalar no Brasil, o presidente Lula, hábil estrategista político, imitou os roceiros de Minas e usou a técnica do ‘ovo indez’ para multiplicar candidatos à presidência da República, na base situacionista. A intenção é escolher o menor nome da situação para disputar a Presidência da República em 2010. Os roceiros sabem que se uma galinha puser um ovo e alguém o tirar, ela não botará mais no mesmo ninho. O ‘ovo indez’ é aquele deixado no ninho para a galinha continuar botando no mesmo lugar.

No processo político situacionista, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, é o ‘Ovo Indez’, lançado no ninho pelo estrategista Lula para evitar disputar antes da hora. Depois da postura de vários nomes, Lula escolherá um para a própria sucessão. Este nome pode ser o de dona Dilma ou outro com maior cacife eleitoral. Quem escolherá o candidato será Lula, o político de maior poder da coalização aliada.

O estrategista eleitoral Luiz Inácio Lula da Silva sabe que, se a ‘marolinha’ embolar o jogo sucessório no meio-do-campo, será preciso rebolar no quadrado para manter os aliados unidos na guerra eleitoral. Por isto, o Palácio do Planalto já tem um Plano Alternativo: prorrogar os mandatos até 2010 sob o argumento de que é preciso unificar todos os mandatos para promover eleições em um só dia e de quatro em quatro anos. Eleições de dois em dois anos são desgastantes para políticos e não agrada a todos os eleitores. Falooou!

Saneamento básico

A Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia Legislativa se reúne hoje, às 10h, para discutir a criação de uma entidade reguladora e fiscalizadora de serviços de saneamento básico em Minas. O presidente da Comissão, Weliton Prado explicou, por meio de assessoria, que “a intenção é conhecer o andamento do processo de criação da nova entidade” (sic).

Convidados especiais

Informou ainda a assessoria de Weliton Prado que “foram convidados para a reunião (da Comissão de Assuntos Municipais) representantes dos governos federal, estadual e municipais, das empresas prestadoras dos serviços de saneamento, do Ministério Público Estadual e da sociedade civil”. O debate terá aspectos da lei federal que regula serviços de saneamento básico.

Controle de tarifas

Ainda de acordo com a nota da assessoria de Weliton Prado, a lei federal “adota critérios econômicos, sociais e técnicos, define tarifas e  medidas que evitem o abuso do poder econômico, bem como a fiscalização das atividades dos prestadores (?) com vistas à satisfação dos usuários dos serviços”. À vista, o controle de tarifas de água e de esgoto.





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24-11-2008


Odelmo quer Aécio em 2010



O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, assumiu o papel de apoiador superpartidário da candidatura do governador Aécio Neves à presidência da República, em 2010. Para o líder do PP, a candidatura do governador de Minas interessa a todos os mineiros e não só a partidos da situação no Estado. O prefeito defende o “Projeto de Minas com Aécio em 2010“. Odelmo, por oito anos consecutivos, foi líder do PP, partido da base de apoio ao presidente Fernando Henrique (PSDB), na Câmara Federal, e foi secretário da Agricultura do governo de Aécio Neves no primeiro mandato deste. Na eleição de outubro passado, com apoio do governador, Odelmo Leão reelegeu-se prefeito no primeiro turno, com quase 60% dos votos do maior colégio eleitoral do Triângulo Mineiro. No momento, a tese do prefeito é simples e clara: se os mineiros se unirem em torno do nome de Aécio Neves para sucessor de Lula em 2010, o tucano que governa Minas será imbatível em 2010. Com este argumento, o prefeito já começou a se movimentar no Estado e nos principais centros de decisões políticas em Brasília.

Na semana passada, Odelmo Leão conversou demoradamente, em Brasília, com o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB) — virtual candidato a governador em 2010 —, e com o suplente de senador Wellington Salgado (PMDB), empresário mineiro que representa Minas no Senado. A conversa, para quem acompanha política, foi uma sondagem de campo ou semeadura de idéias que pode resultar em decisões expressivas no terreno das articulações políticas com vista à eleição de presidente da República em 2010. Hélio Costa, que é mineiro e conhece as normas do Código Político das Gerais, conversou animadamente com o prefeito e prometeu voltar a discutir o assunto após analisar a tese da União dos Mineiros. O fato mais importante da reunião do prefeito com o ministro Hélio Costa foi o debate em torno do “Projeto de Minas com Aécio para 2010”. Hélio Costa está pré-candidato ao Palácio da Liberdade na próxima eleição.

Estilo mineiro

A conversa do prefeito de Uberlândia com o ministro das Comunicações e com o suplente de senador Wellington Salgado foi um passo importante na fase de articulações que antecede à escolha de candidatos a governador do Estado, senador de Minas, deputado federal e deputado estadual para as eleições de 2010. Em eleições passadas, como candidato a governador, Hélio Costa recebeu apoio eleitoral do grupo político de Odelmo Leão.

União nacional

O prefeito Odelmo defendeu em Brasília uma Frente Parlamentar apartidária, em defesa de um Projeto Político Nacional. O prefeito de Uberlândia está convicto de que se os mineiros se unirem em defesa da candidatura do governador Aécio, no segundo maior colégio eleitoral do Brasil (Minas Gerais), os tucanos dos estados da Federação apoiarão, na convenção nacional do PSDB, a indicação de Aécio para suceder Lula.

Pressão política

Em Brasília, uma Frente Parlamentar integrada por representantes da situação e da oposição (senadores e deputados) pressiona governadores para que incluam no Orçamento de 2009 recursos para pagar o piso salarial aos professores. O piso foi fixado em R$ 950 mensais e aumentou a carga horária na educação básica. Os governadores do Rio Grande do Sul, Ceará, Mato Grosso do Sul e do Paraná afirmam que não podem cumprir a lei.

Sem recursos

O pagamento do piso, segundo a lei que o criou, pode ser escalonado com o valor integral a ser efetivado a partir de 2010 com uma jornada de trabalho fixada em 40 horas semanais. Os governadores alegam que a lei é inconstitucional porque cria obrigações orçamentárias aos estados. Governadores do Nordeste alegaram recentemente que, para cumprir a lei, será preciso passar por cima da Lei de Responsabilidade Fiscal.

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23-11-2008


O trema da Língua Portuguesa



Pessoal escrivinhador que atua em jornais e nas agências da publicidade, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, será preciso usar a nova ortografia da Língua Portuguesa. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a transposição da norma atual para a nova não é fácil. Um exemplo é a palavra “gajo”. Há mais de 100 anos não se usa esta palavra no Brasil, mas ela está viva em Portugal. Entre as mudanças ortográficas atuais uma das mais complexas é a do hífen. Este sinal desaparece em três situações: a primeira, em palavras compostas em que a noção de composição se perdeu, como — pára-quedas. O hífen desaparece ainda quando a segunda palavra começa com r ou s. Neste caso, duplicam-se as consoantes, como em contra-regra (contrarregra) e ultra-sonografia (ultrassonografia). Bárbaro, não é?  Para quem quiser entender esta “revolução”, se o prefixo termina com vogal igual à que começa a segunda palavra, leva hífen. Nos casos em que não são hifenizados atualmente, acrescenta-se o sinal, como em arquiinimigo (arqui-inimigo). O hífen é uma questão complicada, que gera dúvida. Muitas dúvidas. A perda da noção da composição da palavra é subjetiva. Para os casos mais difíceis, as autoridades da Educação deverão olhar com atenção, palavra por palavra, a fim de esclarecer as dúvidas da Tigrada. A nova ortografia é dose pra elefante. Não adianta espernear.

Pronto-socorro

Não é preciso perder a paciência. A Academia Brasileira de Letras (ABL) trabalha para criar um vocabulário ortográfico, com a unificação das regras da nova grafia da “Língua Portuguesa”. Esta providência servirá a quem não quiser fazer força e preferir comer tudo mastigado antes de engolir. Os livreiros do Brasil e de Portugal comemoram o novo mercado.
 
Trema terrível

Para quem não quer se preocupar com o trema que ainda hoje se usa em algumas palavras, é preciso saber que a palavra “lingüiça”, a partir de janeiro, não escreveremos com trema. A grafia correta será “linguiça”. Para nós, brasileiros, muitas palavras com trema não as pronunciamos com esse sinal gráfico. Não é assim em “língua?  Essa reforma não  é linda!

Novos tempos

Maior que a confusão da reforma da Língua só esta: “A Oposição pega carona na crise financeira internacional para tirar proveito político mirando a sucessão do presidente Lula em 2010”. Tem base? Não é por acaso que o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse em Belo Horizonte que “o governo federal lida é com turbulências econômicas”! Será?





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Diógenes Pereira da Silva
23-11-2008
Acredito que os “Doutos”, saibam a que fim se destina as mudanças. Podem estar querendo simplificar! Será? Normalmente eu ficaria quieto com minha opinião, mas agora poderei, no máximo, ficar trankilo com a idêia. Não sou totalmente a favor nem contra, pois algumas mudanças até me amimaram, outras não. Sou contra a retirada do trema. Como diferenciaremos a pronúncia de keijo e cueijo? Essas citações acima, não foi uma crítica, foi uma antevisão humorada. Afinal, todos nós sabemos que a pronúncia de "dele" é "dêle", o que no passado levava acento para não ser mau pronunciado como "déle". Vamos acostumar, afinal, ninguém nos consultou sobre as mudanças, como tudo que é alterado em nosso país! Portanto, quem esta sempre escrevendo, deve ter cuidado redobrado, pois as adequações no sistema digitalizado dos computadores precisam ser ainda mudadas, e quase sempre escrevemos errado digitando, pelo menos eu, que assumo que escrevo errado e pretendo melhor é claro! Mas, também não uso o corretor ortográfico do computador, para melhorar minha ortografia. Agora, os erros ocorreriam com menos freqüência se antes de digitarmos rascunhássemos os escritos com lápis e papel, o que quase sempre não temos mais tempo.










22-11-2008


O hábito e a lei seca



Quando o presidente Lula sancionou a lei seca, comentamos neste espaço que se a fiscalização não fosse intensa e constante, logo as proibições legais cairiam no esquecimento tal como ocorreu com a lei que proibiu  venda de bebidas alcoólicas nas estradas. Não deu outra. O balanço da Polícia Rodoviária Federal, divulgado no mês passado sobre os 90 dias de vigência da lei seca, é preocupante. Em comparação com o mesmo período de 2007, o número de mortes e acidentes nas rodovias federais continua em queda, mas a redução já não é tão acentuada quanto nos primeiros dois meses após a lei seca entrar em vigor. A redução do número de mortes era de 11% até 20 de agosto; hoje, o percentual é de 8%. O total de acidentes fatais seguiu o mesmo ritmo: há 30 dias, o percentual de acidentes foi 14% em relação ao mesmo período de 2007; agora, a redução é 10%. A perda de eficácia da lei é conseqüência do afrouxamento da repressão. Se a tropa do bafômetro não for para as ruas, a lei acabará por se transformar em nulidade. Para a PRF, o relaxamento é culpa dos órgãos municipais de trânsito que estariam relaxando a fiscalização nas zonas urbanas. A PRF sustenta que os motoristas flagrados bêbados nas estradas consumiram álcool dentro das cidades e, portanto, deveriam ter sido apanhados antes de chegar às rodovias. Pura formalidade. A verdade é que, se a fiscalização não for constante, a lei será um instrumento legal que desaparecerá sem reduzir a estatística de acidentes por embriaguez.
 
Questão de hábito

Após a vigência da lei seca, várias pessoas, acostumadas a beber em bares depois do trabalho, mudaram de ponto e continuaram na ativa. Em várias cidades cresce o número de bares que organizam entregas de bebidas em domicílio. O ponto de encontro no bar passou a ser na casa de alguém da confraria. Alguns se arriscam a ir para casa “mamados”.

Horário de verão

Uma das causas do aumento de acidentes de trânsito tem sido o consumo imoderado de bebidas alcoólicas, principalmente no “horário de verão”. É o que mostraram os relatórios da PRF em anos anteriores. Além de alterar o relógio biológico e provocar estresse, os dias mais longos, nos fins de tarde, convidam as pessoas a beber mais e mais.

No carnaval

No Brasil, parte dos motoristas se locomove para festividades onde a bebida corre solta. Exemplo: carnaval e fim de ano. A maioria dos motoristas é de jovens que, após beber sem moderação, envolvem-se em acidentes. É o que mostram as estatísticas policiais. Sem educação adequada, só a lei seca ajudará a evitar acidentes lamentáveis.





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Diógenes Pereira da Silva
22-11-2008
Caro Senhor Ivan Santos. É com muita consternação que a sociedade brasileira recebe esta tragédia nacional! Não canso de dizer, que não adianta as proibições da lei, sem respaldo necessário para sua efetivação. Se existe qualquer impedimento previsto em lei, sem que os membros executores possam desempenhar suas funções, como cobrar a sustentação da lei? A mídia televisada, escrita, rádio etc. noticiaram cotidianamente, que os agentes de fiscalização não tinham magnificência em aparelhos para fiscalização (bafômetro) etc. Isto foi um ponto culminante para motivar os que andam a margem da lei. Lamento profundamente a falta de ação e não podermos contar com a consciência de grande parte da sociedade, que enxerga a gravidade da questão, como se fosse algo dentro do patamar de aceitabilidade, mas, não é, é extremamente grave e mata milhões de brasileiro a cada ano, a cada festividade motivada e regada a bebida alcoólica, como dogma em ostentação. A Lei 11.705, de junho de 2008, conhecida por Lei seca , teve êxito nos primeiros meses, mas como prevíamos, infelizmente veio à confirmação, até mesmo antes do esperado. Sua falência diante a inércia dos legisladores que não interagem com os órgãos fiscalizadores, para percorrer a capacidade de colocar em prática a eficácia, isto deve ser antes da criação e decisão de preceitos em prol da sociedade. Seria inteligente da parte dos legisladores, que questionassem os meios existentes para cumprimento da lei, não é verdade? Se não tem ferramenta para carpir a lavora, é óbvio que o mato vai tomar conta! Lamentável, um notável meio de coibir os abusos, ficar a deriva daqueles que deveriam tonificar o remédio da lei, mas que simplesmente a colocam para execução, sem se quer preocupar com seu fiel comprimento, ou ainda meios para que se cumpra a mesma! Está é uma prova viva de que não é emendando a nossa constituição e criando leis, que conseguiremos melhoras o convívio social, mas sim meios condizentes de sustentá-las.










21-11-2008


Paulo Ferolla e o futuro



Li, com atenção de jornalista, a entrevista do empresário rural e ex-prefeito de Uberlândia Paulo Ferolla, ao CORREIO, publicada na quarta-feira passada. Algumas declarações do novo presidente do Sindicato Rural chamaram-me à atenção. Uma delas foi a influência que o saudoso prefeito Virgilio Galassi ainda exerce em alguns setores organizados da cidade. Disse Ferolla: “Retornei ao cargo (presidência do Sindicato) atendendo ao pedido do ex-prefeito Virgilio Galassi”. Virgílio morreu no começo deste ano. Disse ainda Ferolla: “Não me candidatei. Me candidataram. Foi o último ato dele (Virgílio) antes de morrer. Eu não queria voltar. Mas não sei negar nada para ele (Virgílio)”. O presidente eleito tem uma missão especial, porque terá que cumprir a vontade de uma das mais ilustres personalidades de Uberlândia, o ex-líder dos ruralistas municipais Virgílio Galassi. Esta não é missão fácil. Na realidade, o senhor Paulo Ferolla, que já foi prefeito do Município, assume a presidência de um sindicato tradicional, conceituado, em um momento diferente daquele que ele conheceu no início da década de 1970 quando presidiu a instituição. Os petistas, que há 35 anos eram considerados “perigosos comunistas”, estão no poder da República e ditam a política rural para o País. O mundo também mudou e com ele a atividade rural, que, de negócio de família passou a ser negócio empresarial sofisticado, competitivo, dependente de jogo político internacional comandado por agronegóciadores.
 
Poder político

Hoje os problemas dos produtores rurais não são mais resolvidos por vontade política. O mercado é que dita as normas da competição. O presidente Ferolla tem por missão orientar os produtores para a competição global. O Sindicato, como outras associações de classe, não tem força política. Esta força está hoje nos partidos e nos políticos.

Desunião

Ferolla disse na entrevista: “Nosso principal problema é a falta de união”. Esta é uma realidade nacional que identifica todas as associações de classe. O que une produtores sindicalizados é a ação do Sindicato. O que aproxima produtor de uma associação é a necessidade. Ao presidente Ferolla cabe, neste momento, a responsabilidade de mudar a realidade.

Exemplo singular

Disse ainda Ferolla: “Nossa atividade rural cresceu muito”, mas “nossas autoridades nunca deram o reconhecimento que os produtores rurais merecem”. Peço licença para discordar e lembrar: Rondon Pacheco, como autoridade política, apoiou a plantação de café e grãos nos cerrados e mudou pra melhor a produção agrícola no Brasil. Este não merece crítica.





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