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Opinião do Leitor







21-11-2008


Uma ponte para o futuro



Uma descida longa e eu vejo uma ponte magnífica, obra de arte; os cabos de sustentação parecem mãos que se unem lá no alto em oração. Cruzo assim o rio Paranaíba, no antigo Porto Alencastro, e entro em Mato Grosso do Sul, destino a Campo Grande. Pelo caminho passo Paranaíba, Inocência, Água Clara, Ribas do Rio Pardo... cidades amigas de trinta anos atrás, quando lá fui abrir fazenda e criar bois. Eram vilas, a estrada de terra e buracos e onde tinha asfalto ele era esburacado e descuidado, os carros tinham que passar pelo acostamento, arrebentar a suspensão e a paciência do motorista. Agora não, tudo é asfalto, até a parte federal está lisa e recapeada. E por ali entro na minha antiga amiga, Campo Grande da Vacaria, pioneira em meus sonhos de juventude. Um susto enorme, já de longe: tudo está diferente, isto não é Campo Grande, é um sonho. Os prédios são arranha-céus enormes, modernos, estruturas e vidros coloridos que confirmam um outro mundo. A cidade explodiu em crescimento, chego difícil à 15 de novembro, Rua 14, dom Aquino... um monte de lojas modernas, as residências nobres estão agora arranchadas na periferia, bairros e condomínios elegantes, avenidas largas e arborizadas de acesso, o centro administrativo lembra-me Brasília, só que mais moderno porque tem e preserva ao lado um bosque, a marca de sua terra. Leio os jornais locais, suas notícias são as de sua terra mesmo, seus progressos e arrojos, suas dificuldades e lutas – só que agora é tudo de roupa nova e própria, Cuiabá ficou para trás, o que querem, precisam e exigem é lá na corte brasiliana, com seus senadores e deputados próprios. Enfim e com todas as honras, este é um Estado Novo, um sonho que seu povo sonhou, lutou e fez realidade. O velho Mato Grosso perdeu com esta separação? Que nada, tornou-se jovem também, vejam os resultados de sua economia, novas fronteiras, a pujança de sua produção em grãos e carne. Agora, deste meu novo Mato Grosso do Sul, revivo sonhos e amigos, os bons tempos da juventude e suas aventuras pelo futuro. Muito mais e tudo poderia falar e contar... mas tenho que voltar ao Triângulo... desculpem, a Minas Gerias. Recruzo aquela ponte de sonhos, e penso no meu Estado do Triângulo, sonho que nossa juventude não sonha, vereadores dão títulos honoríficos a cidadãos, prefeitos servem e pedem ajuda a uma Belo Horizonte distante e alheia, nossos políticos pensam apenas em suas eleições, sonhos e ambições pequenas. Não cruzaram aquela ponte do futuro... Meninos, como diria o poeta: eu vi o que sonhei, mas ele ficou para trás...

João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico e escritor
Uberlândia (MG)

TV digital

No fim do ano passado, o Governo inaugurou a TV Digital em São Paulo e por aqui correram informações de que essa maravilha chegaria em Uberlândia em seis meses, no mais tardar até junho passado. Até hoje, nada. No começo deste mês fui visitar minha irmã que mora em São Paulo e não vi TV Digital. Vi os mesmos programas com novelas, Faustão, Jornal Nacional. Hoje eu acho que esta conversa de TV Digital não passa de propaganda para vender TV de Plasma.

João Sebastião Pereira (Tião)
Técnico de refrigeração
Uberlândia (MG)

PMDB dividido

O PMDB é um grande partido brasileiro, mas todo mundo fala que está dividido. Acompanho pelo noticiário do jornal que esse partido tem uma parte dos dirigentes que está aliada com o Presidente Lula em troca de Ministérios e outra que está se bandeando para o José Serra porque acha que o Governador de São Paulo vai ganhar a eleição se a candidata do PT for dona Dilma Roussef. Em Uberlândia, o PMDB também parece dividido. O partido apoiou o Weliton Prado, do PT, na eleição passada e há poucos dias foi conversar com o prefeito Odelmo Leão que é do PP-PSDB. Assim não dá pra entender nada.

Reginaldo Bentes Padilha
Consultor de negócios
Uberlândia (MG)





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20-11-2008


Depois das eleições



As eleições passaram e o povo novamente ficou na expectativa: Será que desta vez as coisas vão melhorar ou continuarão do mesmo jeito? O importante é que os brasileiros não perdem a esperança, se é que pode confiar nas instituições sérias deste país como: a Polícia Federal, o Ministério Público em geral, a OAB, e principalmente a nossa Imprensa que está fazendo um trabalho sério e com muita transparência e do qual  nos orgulhamos. Esse trabalho ajuda na formação e na educação do cidadão.
 
Anderson Brandão Araújo
Estudante de Administração – Uberlândia - MG
 
Sem conserto
 
Refiro-me ao sábio comentário do sr. Michiades Vieira, em edição do jornal CORREIO de 12 de novembro de 2008. Falou ele sobre o time de futebol local. Moro e trabalho neste Município há 10 anos e neste tempo aprendi que duas coisas não têm conserto aqui, sejam quais forem as atitudes tomadas ou propostas. Uma é o Verdão e outra, as enchentes da Rondon. Basta pesquisar as manchetes deste jornal, a respeito, desde a sua fundação. Devemos, portanto, aceitar com humildade e impotência.

Sandra Fernandes Silva
Cuidadora de idosos – UDI = MG
E-mail - sandrafernandes@netsite.com.br

Anúncio ou armadilha
 
Li num jornal carioca, a divulgação patrocinada por um time de futebol europeu, para uma colonia de férias para crianças. Alegre velhacaria! O custo seria acima de US$ 1.150,00 por cabeça. O evento que selecionaria um menino habilidoso nos gramados para jogar numa grande equipe do Velho Mundo. Geralmente, depois de submetida a humilhante peneirada dentre centenas de pessoas e escolher um ou dois candidatos. Aos pais é oferecido um ótimo emprego numa grande fábrica, no economicamente combalido Primeiro Mundo. Promessa geralmente descumprida. Será que as leis desses países nos permitiriam ir lá, fazer escolhas dessa natureza com crianças de 9 anos de idade? Nos deixariam vender sonhos dolosos e ainda cobrar? Na África, esse esquema funciona perfeitamente desde a época colonial. E o Brasil seria a nova mina de ouro desses bicos-doces? Quando as autoridades tirarão dos olhos a catarata? Ou o lobby dos agentes do futebol é intocável para a Bancada da Bola?

Lucimar César
Empresário – Uberlândia – MG
E-mail -  lucimarcesarsilva@yahoo.com.br

Poluição nas eleições

Ao ler a reportagem do CORREIO de Uberlândia de 15 de Novembro fiquei pasmo com a declaração de três vereadores que são contra o projeto que modifica o Código de Posturas e aplica multas ao candidato que jogar "santinhos" nas ruas no dia da eleição. Como se não fosse suficiente ainda assumiram que poluíram as ruas no dia do pleito eleitoral e ainda usam como argumento que "a legislação eleitoral restringe muita coisa e jogar os santinhos é uma forma de levar o candidato aos eleitores". Fiquei indignado com tais declarações, pois o vereador como pessoa pública, formadora de opinião, representante do povo no Poder Legislativo, deve dar bom exemplo para a população e não poluir a cidade causando transtornos mais graves como obstruir os bueiros, prática que pode provocar enchentes em várias vias públicas. Isso é lamentável.
 
Rangel Pires
Policial Militar – Uberlândia - MH





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19-11-2008


Moderna Lição de Texto II



É sempre com grande satisfação quando, por qualquer motivo, tenho que digitar algumas palavras para esse respeitável veículo de comunicação. Principalmente pela qualidade dos membros que o formam. Mas, às vezes, sou assaltado pela forma como Ivan Santos, profissional que admiro pela qualidade de suas articulações, porém, não raro utiliza-se deste espaço para criticar certos profissionais. Hoje, mais uma vez, pois não é a primeira, venho simplesmente solicitar ao nobre articulista que defina com mais clareza qual a sua intenção quando, no parágrafo que cita seus aprendizados gramaticais, ensina aos novos repórteres e escritores ao não uso do “gerúndio” – no que concordo plenamente. Mas, qual sua intenção em mandá-los, caso não assimilem a gramática, “inscreverem-se em concurso de servidor público e vá atender o distinto público”? (CORREIO de Uberlândia, 17/11/2008).
- Vou ater-me somente a indagá-lo nem mesmo ousar defender a classe, sem também intenção de réplica (sic). Devo registrar aqui a indignação de vários colegas de trabalho, os quais prefiro não citar em nomes.

Werciley Santana Junior
Jornalista e Servidor Público do TJMG (concursado e com muito orgulho)

Nota de Ivan Santos

Não é preciso comentário ao texto acima. Referi-me à técnica da redação de informações. Minha intenção é debater dialeticamente o “moderno” texto de notícia. Edmundo Bittencourt, fundador do Jornal “Correio da Manhã”, do Rio de Janeiro, ensinava: jornalismo é controvérsia. É ou não é?
 
Pedido da torcida
 
Não é mistério que os governadores José Serra e Aécio Neves competem cabeça a cabeça. Seus sonhos: residirem em 2011 no Palácio da Alvorada e despacharem no Planalto. Cada qual, com estilo diferente, busca oxigênio, visando uma reta final gloriosa. Com muito dinheiro, administrando um Estado rico e o maior Colégio Eleitoral, o José, tenta dominar seu peculiar mau humor, angariando aliados. Com menos recursos, o Neves, esforça-se para igualar-se a Serra, por meio do carisma político. Como bom mineiro, trabalha paciente, seguindo os preceitos da abelha operária.

Tanto um quanto o outro, pela competência, tem garantido um futuro promissor na política. Em Minas, um incômodo é essa tal Taxa de Segurança Pública, cobrada dos quebrados times de futebol. No jogão do Verde com o Cruzeiro, essa despesa passará de 30 mil reais. É sensato investir milhões no Mineirão para a Copa de 2014 e abolir essa despesa dos Clubes também. Não considerando mais empregos, turismo e outros benefícios. Aguardamos ansiosos a retirada dessa pedra dos nossos sapatos.

Lucimar César
Empresário
Uberlândia (MG)
lucimarcesarsilva@yahoo.com.br

Apetite voraz

Na reportagem MESA FARTA, 13/11/08, observei que o desjejum dos nobres vereadores Uberlandenses, composto de 5.390 calorias, é suficiente para alimentar um trabalhador braçal por dois dias inteiros. Ora, se o Edil trabalha 10 dias/mês, 3,30 horas/dia, concluo que ele folga 2 dias e meio para cada meio dia trabalhado. Nada mais justo que, nesta manhã de labuta, ele se alimente o suficiente para suprir os 2 dias seguintes de ócio. Segundo a coluna CONFIDENCIAL, 11/11/08, alguns vereadores namoram acintosamente as novas tetas secretariais. Tenho certeza, trata-se de uma minoria descontente com as quitandas e colas. Suas Excelências gostariam de filé, caviar e vinho no breakfest. Dirijo-me aos eleitores: calma! Depois piora.

Dario Galvão
Eletricista 
Uberlândia  (MG)
dariogalvao1@hotmail.com 





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18-11-2008


Crise globalizada



Nesta semana, ao ler a Coluna "Opinião do Leitor", vi uma das cartas que me chamou à atenção: Falava sobre a crise financeira, que vem desesperando os norte-americanos. Dizia o autor da carta que nós, brasileiros, não temos que nos preocupar com esse rebuliço financeiro; que quem estava perdendo dinheiro eram os outros países e que ainda não vemos estragos na economia brasileira. Isto seria um sinal de que nosso país, e nossa cidade, vão sair ilesos da crise. Gostaria de saber do autor da carta, que por sinal se diz analista financeiro, se ele pensou num termo muito comum atualmente:

globalização. Não é de hoje, claro, que as economias estão interligadas entre muitos países. Então fica simples imaginar a nossa situação. Pegue uma grande multinacional, que esteja instalada no Brasil. Pode ser qualquer empresa, seja ela do setor automotivo ou do setor de agronegócios. Quase todas essas empresas têm suas matrizes nos Estados Unidos, aquele país que enfrenta uma certa crise. Não é preciso dizer que lá as empresas não vão bem financeiramente. Imagine que, por conta dessa turbulência econômica, essas multinacionais acabem na falência (o que já está quase acontecendo). Logo, suas filiais espalhadas por vários lugares, no Brasil inclusive, fecham juntas com suas matrizes. Pense no “pequeno” número de pessoas que serão demitidas com isso. Agora, imagine como as cadeias de produção serão afetadas. Por exemplo, a montagem de um único automóvel, que demanda aço, plásticos, vidros, tecidos e outros inúmeros componentes. Sem a montadora de carros, as várias fábricas desses componentes também perderão um enorme mercado, e assim também perdem muito dinheiro, podendo ir à falência também, demitindo mais funcionários. Pense agora no número de desempregados que se tem numa situação como essa. É muito difícil acreditar que nós realmente estamos imunes à crise global (o próprio nome da crise já se explica).
 
Matheus Broetto Navarro
Estudante 
Uberlândia (MG)
 
Vereadores famintos
 

Parece brincadeira. Nem bem se apagaram as luzes das eleições, os parlamentares de Uberlândia já aprontam mais uma contra os mortais cidadãos. Essa história de lanche é mais uma prova de que esses elementos vivem mesmo em um mundo paralelo. As mais de 5 mil calorias consumidas em um único dia, justificadas das maneiras mais esfarrapadas possíveis, beiram uma apresentação circense. Se fossem oferecidas aos nobres parlamentares calorias diretamente proporcional à produtividade dos mesmos, aquela Câmara se tornaria um spa e não um confinamento de engorda de animais como está parecendo. Justificativas de receber visitantes que precisam de alimento são até irônicas, visto que se qualquer um que visita uma empresa ou um órgão qualquer, no máximo, é agraciado com uma água ou cafezinho. Por que a Câmara tem obrigação de sustentar visitantes? Em nenhuma empresa privada isso ocorre. Outra, as sessões acabam tarde! Isso leva a crer que esses vereadores trabalham mais de 12 horas diárias. É até cômico.  A única coisa que ameniza é pensar que esse lanche sai até barato se pensarmos outras coisas que um mau político pode fazer.

Mais uma piada. Vereador justificando e afirmando que continuará sujar as ruas em véspera de eleição. Não dá pra acreditar. Só falta criarem uma cota de quantos santinhos serão permitidos atirar nas vias públicas. Cem, mil, 10 mil. Se passar disso, paga multa. Fica a sugestão. Mais uma vez, a história se repete. Saímos de uma campanha onde todo mundo era santo.
Um mês depois, vejam a triste realidade em que estamos inseridos. Parece um caso realmente sem solução.

Marco Túlio Carrijo Pereira
Uberlândia (MG)
marcotuliocarrijo@hotmail.com





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17-11-2008


Rondon Pacheco



Rondon Pacheco, ex-governador de Minas Gerais, goza de vários privilégios que o cargo lhe oferece, embora, tive notícia de que não faz uso dos mesmos. Ele é uma personalidade extremamente circunspecta, sensato, atributo que pelo legado o acompanhou sempre na vida pública. É brilhante e, enriquece a nossa querida Uberlândia, onde reside em um módico apartamento no Centro.

O ex-governador dá o exemplo de um político honesto, ético e consciente da sua importância para o crescimento de Minas Gerais e também do papel exercido por ele na República. “Ele foi um dos poderosos titulares da Casa Civil da Presidência no governo Costa e Silva.” Mesmo na inatividade tem expressado preocupação com a política do Estado, do seu país, e dando exemplo digno de ser lembrado.

Portanto, não tem justificativa o  fato de jovens uberlandenses não conhecerem nem saberem quem foi Rondon Pacheco! Dias atrás, na Universidade Federal de Uberlândia, passei por esta nobre e avis rara do palco político nacional. Percebi de imediato que havia um grupo de jovens próximos do ponto do ônibus que nem sequer perceberam sua passagem. Resolvi, indagá-los se eles sabiam  quem era aquele senhor. “Não”, alguns responderam. Então lhes disse: é Rondon Pacheco. Alguns ficaram sem resposta, outro mais ousado arriscou perguntar: Rondon Pacheco, o ex-presidente da República? Respondi: Não.

É o ex-governador de Minas Gerais, ex-deputado federal, estadual e tantos outros cargos importantes que o consagraram na política nacional. Vários começaram a rir da atitude do companheiro, mas pude perceber que a maioria dos que ali estavam não sabia a resposta ou pelo menos não manifestou interesse em dar a resposta. Pude ouvir quando voltei para o meu itinerário, que era o Hospital do Câncer, quando uma jovem que estava presente disse exacerbada: há que vergonha vocês me passam, para responder asneiras, fiquem calados! Pensei: devem ser estudantes de outra região... Inconformados ficaram comentando entre eles.

Um senhor que estava nas proximidades abordou-me e disse: “Não pude deixar de ouvir o questionamento que o senhor fez, inclusive estava entre eles um filho meu que estuda aqui. Conversamos alguns instantes e fui embora. Logo que cheguei à minha casa, comecei este breve escrito, com intuito de lembrar a importância da história da nossa cidade, do nosso Estado e do nosso país. Acredito que todos estudam em suas escolas quem foram os ex-governadores. Tudo isto quer dizer que há muitos que aqui residem, que não sabem valorizar a celebridade que têm. Um nome tão importante e expressivo da política brasileira como Rondon Pacheco, não se lembrarem do que estudaram na história!”.

Diógenes Pereira da Silva
diogenespsilva2006@hotmail.com





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ANDERSON NEGRETTO
17-11-2008
Meu caro Diogenes Pereira, a muito tempo venho acompanhado suas opiniões, mas não se espante, com a falta de conhecimento dos jovens, pois há muitos veteranos que residem em Uberlândia que desconhecem os politicos e empresários que ajudaram esta cidade amada por todos a crescer e desenvolver.




HUGO - UBERLÂNDIA -MG.
17-11-2008
Para quem não conhece o ex-governador Rondon Pacheco, mando uma dica: Leia. o jornal \"Correio de Uberlândia\" a crônica da cidade , rápida biografia, escrita por Antônio Pereira da Silva em 03-10-2007. VALE A PENA CONFERIR!... Parabéns, SR. Diógenes pelas suas colocações Gostaria de saber mais sobre O atual Governador de MINAS GERAIS, sr. AÉCIO NEVES e seu saudoso avô TANCREDO NEVES, o político mais autêntico, dinamico( autor das DIRETAS ) amado e respeitado por todos nós brasileiros. Êspero que alguém escreva sobre isso. É muito importante!...




Gustavo Hoffay França Campos
17-11-2008
É triste tomar conhecimento de um fato igual ao descrito pelo sr. Diogenes Pereira da Silva (CORREIO, 17/10/2.008) e envolvendo o ex-governador Rondon Pacheco. Não tanto pelo fato da sua pessoa ter sido ignorada por um grupo de jovens e cujos pais, talvez, também fossem tão jovens quanto eles à época na qual aquele ilustre mineiro ocupou funções da mais alta importancia no cenário político nacional mas, sim. devido tratar-se de um episódio que evidencia um descaso inconsciente de muitos em relação a outros que tanto contribuiram para fazer desta uma das maiores e mais desenvolvidas metropoles brasileiras. E aproveitando-me dessa oportunidade, insisto na idéia de que algum vereador apresente um Projeto-de-Lei que crie oportunidades para que a atual e futuras gerações sejam informadas a respeito de quem é ou foi aquela pessoa que tem o seu nome homenageado ao "empresta"-lo a um logradouro público. Esse tipo de homenagem seria por meio de alguma placa com um breve histórico a respeito daquela pessoa e afixada no início ou em algum outro ponto da rua, praça ou avenida que leva o seu nome ; poderia ser patrocinada por empresas locais e teria a sua forma definida por meio de um concurso público promovido pela secretaria municipal de Cultura.










16-11-2008


A bandeira brasileira



Desde o mais remoto passado é a bandeira o símbolo das tradições de um povo, de sua força e do seu poder.
A perda desse símbolo, no campo de batalha, é considerada a maior desgraça para um combatente valioso.

Na defesa do pavilhão nacional surgiram inúmeros atos de heroísmo. Na batalha do Riachuelo, a canhoneira Parnaíba foi abordada por quatro vasos de guerra paraguaios. Perante o quádruplo de forças inimigas a tripulação foi massacrada.
Um oficial inimigo tenteou arriar nossa bandeira. O guarda-marinha, João Guilherme, ainda conseguiu atirar no ultrajante inimigo. Trocou sua vida pela honra da bandeira brasileira. O Dr Rui Barbosa de Oliveira fez o decreto que, em 19 de novembro de 1889 foi assinado pelo generalíssimo Deodoro da Fonseca.
Em homenagem ao cristianismo, foi incluída a constelação do Cruzeiro do Sul lembrando sempre o sacrifício de Jesus na cruz, em prol da humanidade.

Significa, também a fé de um povo corajoso. Permita-me apenas citar o general Augusto Heleno no comando das tropas brasileiras no Haiti e, na Amazônia, declarou que aquela região não seria internacionalizada e jamais seria o caos.
A nossa bandeira, levaria, também o jovem uberlandense, Alexandre Pires, a mostrar a arte brasileira até a Casa Branca.

Zidelcy Alves Pereira
Cel PM – Uberlândia – MG
E-mail - zidelcyalves@hotmail.com

Direito de crítica

Sou assinante do CORREIO há alguns anos,leitor  há muitos anos. A evolução para melhor do jornal, com  a introdução de  novas técnicas é visível.

É evidente a qualificação  dos profissionais que ali trabalham. Privo da amizade com muitos deles, entretanto tenho muita estima  pelo  jornalista Ivan Santos.
Dói-me às vezes, ler certas referências a esse profissional, acredito que feitas por pessoas que não o conhecem e ignoram a contribuição que ele deu e vem dando ao Jornalismo autêntico na cidade. Ele não me constituiu  como seu defensor porem, pela convivência que tivemos no trabalho e durante muito tempo na vida real, não acho justo invectivar  suas opiniões ou modos de expressar.

Na questão das drogas, ninguém ignora que o assunto é universal e simplesmente discriminalizar não resolve, e nisso concordo com Ivan que a liberação deve ser feita de maneira a fazer os traficantes desistirem desse infame comércio.
Quanto ao racismo, a polêmica é bem mais complicada. Tive o privilégio de colaborar com os afrodescendentes na organização do MONUVA, estando presente em todas as sessões feitas na Câmara  Municipal. Sempre defendi que elas, por assim dizer, as  pessoas de cor, não devem se refugiar no conceito de vítimas.
Devem sim, competir com outras raças no esforço para melhorar de vida, sendo bons estudantes, profissionais, enfim, estando no mesmo nível de qualquer outro.

O exemplo que a eleição dos Estados Unidos nos deu, elegendo Obama, prova que o esforço para competir legitimamente não tendo preconceito consigo mesmo e nem sequer apelando para isto  durante todo o processo eleitoral, é o caminho.
Ao que parece esse é o modo de pensar do jornalista.
Peço, portanto, todo respeito ao direito de criticar.

José Lucindo Pinheiro
Professor – Uberlândia – MG
E-mail - prof.lucindo@csmkt.com.br





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15-11-2008


Réquiem à coluna “Pensando bem”



O ponto de vista “Réquiem à coluna “Pensando Bem”” é assinado pelo presidente da SBP e ratificado por três colegas do Instituto de Psicologia da UFU, a diretora do instituto, o coordenador do curso de graduação em Psicologia e o coordenador do mestrado em Psicologia. As assinaturas são justificadas pela afirmação de que fiz “ataques mentirosos a duas entidades respeitadíssimas (SBP e UFU). No entanto, o que escrevi anteriormente foi que “um acontecimento dessa magnitude é motivo de orgulho para nossa cidade e para a UFU pelo apoio”. Exatamente o contrário do afirmado.

Vale ressaltar que foi esquecido pela SBP e colegas do Instituto de Psicologia que ratificaram o documento, o principal conteúdo do que escrevi na minha coluna “Pensando Bem”, de 1º de novembro de 2008, que foi a rejeição da participação no evento do professor José Pacheco, depois de já ter sido convidado, com o aval da própria SBP.
Por ocasião do convite ao eminente professor, foi alegado como justificativa ao veto de seu nome para participar do evento o fato de não ter o título de doutor e por ser uma pessoa desconhecida.

O professor José Pacheco é o criador da “Escola da Ponte”, mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, em Portugal, e referência no mundo todo na área de educação e inclusão social.

Perdemos todos nós com sua ausência no Congresso da SBP aqui em Uberlândia. Quanto aos ataques pessoais feitos pela SBP, irei poupar o leitor da resposta, pois  prezo o debate de idéias e não a baixaria. Assim pois, mantenho meu posicionamento expresso na coluna “Pensando Bem” de 1º de novembro, pois a academia é um lugar de debates de idéias e a psicologia insere-se no âmbito das ciências hermenêuticas onde a polissemia é sua característica principal e o conceito de verdade afasta-se do laboratório e de mentes ou entidades isoladas, encontrando abrigo no consenso. Ótimo que os conceitos na psicologia não sejam consensuais, pois permitem o debate e o crescimento. 

Finalmente ressalto que a ameaça de processo não me inibe, seja por confiar nos aplicadores da lei, seja porque meu artigo refletiu meu posicionamento como colunista, fruto de muita reflexão, para que se mantenha o saudável hábito do debate de idéias, resgatando a prática  dialética, tão esquecida nos tempos atuais no meio acadêmico.

Cláudio Vital de L. Ferreira
Psicólogo, doutor em Saúde Mental, psicanalista e escritor
Prof. Associado - Instituto de Psicologia/UFU
cvital@mailcity.com 

Reflexões sobre o Paaes

Muito boa a cobertura do ato, dia 11 passado, por este jornal, que volto a assinar e ler todos os dias. Alguns professores da UFU também discursaram lá.
Eu animei os jovens, em tom de “a UFU espera por vocês”. Discordo do advogado contratado pelos pais de alunos contra o Paaes. Não é procedente seu argumento de que a UFU estaria a “privilegiar uma classe em detrimento da outra”, pois as escolas públicas não concentram uma classe social.

Há um preconceito construído nessa associação entre rede pública e pobreza.
Ora, a classe média também sustentou os bons colégios de Uberlândia. Meus três filhos entraram na UFU, após passarem pelo Messias, José Inácio, Bueno Brandão, Eseba e Joaquim Saraiva.  Este último é uma amostra de nossa sociedade com estudantes do Saraiva, Lagoinha, Sta. Maria. Todo apoio ao movimento em defesa dessa conquista inicial, que é o Paaes!
E que o novo reitor de nossa universidade pública federal seja bem-vindo e ouça os apelos desse justo movimento.

Prof. Bento Itamar Borges
Filosofia/UFU
Uberlândia (MG)





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14-11-2008


Pensando mal



A coluna do sr. Cláudio Vital, no CORREIO de Uberlândia de 8/11/2008, página B2, contém frases plenas de rancor e desconhecimento da área da saúde, parecendo mais uma obrigação de escrever uma coluna ou demonstrar uma cultura que não tem.

Com palavras agressivas e destilando um veneno incomum contra toda a classe médica, pretendeu induzir seus leitores a pensar que os médicos e hospitais incentivam a propagação de doenças para manterem seus empregos e seus clientes. Cita uma estatística da OMS, não comprovando-a, de que uma nutrição saudável evitaria 70% das doenças.

Todos sabem que saúde é um complexo de fatores, tais como: hereditariedade, meio ambiente adequado, atividades físicas regulares, satisfação profissional e familiar, boas amizades e também boa nutrição.
Exagera ao dizer que nossas células necessitam de 53 elementos essenciais e que boa nutrição ‘é possível somente com uso de suplementos nutricionais’.

O mesmo precisa visitar uma aldeia indígena, de pouco contato com a nossa civilização, para conhecer índios fortes e saudáveis sem o uso de tais suplementos.

Ao recomendar o livro de um médico (americano?), que provavelmente muito lhe influenciou, deve-se lembrar que nem tudo que é bom para gringos é bom para brasileiros. O articulista pensou mal e escreveu pior ainda.

Fernando de Moraes
Médico
Uberlândia (MG)

Santa ignorância

Conspícua leitora, senhora Jandira, não vou aqui manifestar contra seu  repúdio contra o racismo. Este sim deve ser banido do planeta, combatido veementemente por todos. Porém, o senhor Ivan Santos só manifestou sob a ótica da lei não na raiz do problema social, que é uma realidade em discriminação, portanto, seu comentário não exarou discriminação alguma.
É claro que existe preconceito, o racismo; mas o racismo está na forma de enxergar o legado, trazido e colocando como negativo em todas as formas de discriminação, com destaque para a economia, empregos e inclusão social.

No Brasil, o movimento negro recomeçou a ganhar força nos anos 90, saída da repressão sofrida durante o período militar.
Eu, como negro, que ostento a minha progênie com orgulho, concordo com o jornalista que se expressou na forma da lei! A previsão da lei não deixa dúvidas! Senão vejamos: Art. 5º. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”:

“homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição”.

Lei (Maria da Penha) foi julgada por vários magistrados em todo o País, como sendo inconstitucional!
Portanto, todos são iguais perante a lei!
 
Diógenes Pereira da Silva
Diogenespsilva2006@hotmail.com

Microempreendededor

A partir de julho de 2009, deverá entrar  em vigor a nova lei que vai beneficiar milhões de brasileiros que hoje estão na informalidade, acredito que só em Uberlândia mais de 10 mil serão beneficiados, entre eles: representantes comerciais, corretor de seguros, paisagistas, decoradores, serviços escolares, escolas técnicas, clínica médica e odontológicas, cabeleireiros, etc.

Odomires Mendes de Paula
Empresário
Uberlândia (MG) 
odomires@abrampe.com.br





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joao roberto spini machado
14-11-2008
Calma,calminha,Sr.Leitor Diógenes Pereira da Silva,Voce escreve bem,conhece muito,mas de vez em quando procure uma lanterna,como um famoso similar seu.E lembre-se,.que nem tudo pode ser Provado ou Encontrado segundo Thomas Godel,que,ao se tornar cidadão norte americano,fugindo a perseguição contra os judeus,que se desencadeava na Europa Hitlerista,disse ter encontrado na Constituição Federal Norte Americana (isto nos anos 30) uma pequena falha,que permitiria,a qualquer um se proclamar Ditador na Grande Democracia Norte-Americana.Portanto,se a Lei Maria da Penha,foi considerada Inconstitucional segundo o senhor,por varios Juizes brasileiros e funciona as mil maravilhas,aceito-mo-la. Nem tudo pode ser Constitucional e só assim poder funcionar.Informe-se melhor.Está na sua carta.




Diógenes Pereira da Silva
14-11-2008
Caro leitor joao roberto spini machado, muita calma nesta hora!!!! Gosto e aprecio seus comentários! E acho que a sociedade Uberlandense e região deveriam usar mais este espaço democrático com mais assiduidade! Desta forma, abriria os horizontes em debates e elucidações de dúvidas. Vamos ao que interessa: A questão não é ser inconstitucional e funcionar melhor, ocorre que nossos legisladores no afã de criarem uma lei que dê respaldo imediato, atropelam a própria constituição. Ou seja, se a lei das leis (Carta Magna)- (Constituição) prevê em seu art- 5º que todos são iguais perante a lei sem qualquer discriminação. A Lei Maria da Penha, contrairia a mesma, estender, a aplicabilidade somente para as mulheres torna ela inconstitucional. Outro preceito muito usado, pelos magistrados, é a equivalência da hierarquia das leis em suas decisões, é que leis, resoluções, podem adequar a matéria da lei maior, mais jamais sobrepô-la, Por este motivo já foram julgados em alguns casos ser inconstitucional. Contudo, estes julgamentos são regionais e qualquer magistrado poderá julgar incidentalmente a inconstitucionalidade da lei, porém deve estes ser julgados justificados, caso a caso, ou seja, um pode servir de jurisprudência, mais não vale por definitivo. O julgamento da inconstitucionalidade derradeira só poderá ser julgado por instância superior! Nós sabemos que a Lei Maria da Penha teve sim uma influência positiva nos casos de agressões físicas as mulheres, considerado sexo frágil. Mas, é a lei, se a lei previsse os mesmos direitos aos homens aí sim seria constitucional. Não estou questionando a questão da agressão à mulher, porém existem homens que são agredidos e não usufruem da mesma lei, por isto é inconstitucional. No caso de uma agressão por parte da mulher em desfavor do homem, e aí, como ficaria? Retribui a agressão ou utiliza da lei, para punir a agressora? As penas não são as mesmas, embora exista punição por agressão da mulher é totalmente adverso. Como policial Militar a mais de 24 anos, já vi de tudo e não são raros os casos de agressões aos homens por mulheres. Ainda penso que o homem que agride uma mulher e um covarde, mas por outro lado não podemos abrir procedentes para que ocorram agressões pelo sexo oposto.




Diógenes Pereira da Silva
14-11-2008
Continuação. Para melhor entendimento. Olhe só o manifesto de um dos vários juízes , que deram o mesmo parecer: A lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, em vigência desde 22 de setembro de 2006, popularmente conhecida por lei " Maria da Penha" chegou para complicar ainda mais a aplicação e interpretação de algumas normas constitucionais e infraconstitucionais, colocando em risco o principio das Supremacia da Constituição e ferindo de morte o art 5º, Inc I (Principio da Isonomia) artigo 226, parágrafo 8º da Carta Constitucional. Preleciona o artigo 5º da CF: "Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos desta constituição". Preleciona ainda o parágrafo 8º do art. 226 das CF: "O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações". Diante destes dois preceitos Constitucionais é que faremos um raciocínio lógico respeitando o escalonamento normativo, estando a Constituição Federal no grau máximo da relação hierárquica das normas". De inicio, devemos ressaltar a grande falha do legislador quando diz no intróito da lei 11.340/2006 e ainda no seu art. 1º que a referida lei tem a finalidade de regulamentar o parágrafo 8º do artigo 226 da CF, uma vez que este dispositivo Constitucional não menciona o interesse em coibir a violência contra a mulher, mas fala claramente em coibir a violência no âmbito das relações familiares.




joao roberto spini machado
16-11-2008
Estou estupefato,de fato.Acabo de ver um Policial Militar,como o caro leitor Diógenes,dando uma mostra pronunciada e firme de cultura bem definida,com uma explicação excelente da famosa "Lei Maria da Penha".Mostra o grau de evolução cultural que passou a se ver na nossa PM.Com um toque. Não apoio, o fato da citada Lei,se limitar a notificar,atingir,questionar, de alguma maneira aquele que é hoje o Lado Mais Fraco,de uma Sociedade Conjugal. Sim,não Ela,mas Ele,o Homem!Vivemos hoje atordoados,amedrontados,com a força Mulhermaravilhosa que nossas Queridas Esposas,adquiriram com a citada Lei,aplicada em uma só Mão, sem nenhum Desvio ou Retorno,o que ocasiona desastres incomparáveis,para aquele saudoso machista,de voz grossa e bigodinho,que nos anos primeiros e medianos do século XX,era o poderoso Chefe da Familia,no nosso querido Brasilsão! Ops! Perdão...Onde acabo de entrar,cruzes!










13-11-2008


Ganharás o pão...



... com o suor do teu rosto! Não é coisa que inventei, está na bíblia, livro do Gênesis. 
Aconteceu quando Eva seduziu Adão e levou-o a comer da maçã que a serpente do demônio lhes oferecia. A tal maçã iria levá-los à altura de Deus, ausência da morte, e daí felicidade e domínio da eternidade. Adão, antes solteiro e feliz, caiu na propaganda de Eva, que devia ser boazinha e, além disto, a única mulher no Paraíso.
Eva, aliás e no meu pensamento, deveria ser considerada padroeira dos propagandistas, esta legião que a sucedeu no trabalho de vender de tudo a todos.

Hoje, sem dúvida, todos nós acreditamos que a propaganda é a alma do negócio. Nada mais se faz nem acontece sem propaganda, aí estão empresas especializadas empregando legião de moças e rapazes que por aí se sustentam em busca daquela felicidade que Eva prometia.

Não é fácil, eu sei, sinto e vejo o esforço daquela moçada que vem ao meu consultório vender seus produtos. Agora, penso que por safadeza soprada por Eva, já não são apenas os machos do Tempo do Batista, são mocinhas jovens, bonitas, aquele cabelo longo e escovado, aquele sorriso suavemente soprado, uma lábia capaz de vender vermelho pra luto. Daí parto para as feiras de automóveis importados, das feiras das modas, dos perfumes e dos shows artísticos e outros mais além, onde dança até Matusalém com suas economias.

Com isto e muita magreza de fome não atendida, muito make-up de pós e batons, de mínimas saias, a mulher vem ocupando um lugar onde homem só entra de trem pagador.
Não protesto, Eva deve ter feito isto lá em cima e Adão levou graxa. Apenas e por convicção e profissão, estou alertando esta mocidade em ebulição.

Lembro que homem e mulher se acasalam com facilidade física, mas que nela a mulher tem sempre um pensamento romântico, que espera ser duradouro com seu bebê ao colo.
É besteira pensar que o amor fácil das noitadas e lojas de conveniência ou dos motéis são a trilha da felicidade – a mulher quer mais, merece e precisa mais, de dentro dela vamos sair como filhos e promessas. Amizade seguida por amor e compromisso representa ainda a felicidade sonhada e duradoura. Consegui-la é um trabalho árduo e longo, o que me põe descrente daqueles casamentos superjovens, mães sorridentes – ah, como são lindos os meus meninos... É, minha cara, mas estes casamentos jovens e imaturos devem ser repensados.

Imitando os sonhos da propaganda, muitas vezes fracassarão e deixarão de amarga lembrança um consultório médico, analista, psicólogo ou psiquiatra – más companhias para os sonhadores.

João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico e escritor
Uberlândia (MG)

Rádios privatizadas

As nossas estações de rádio, se eu não me engano, foram privatizadas. De manhã ligo na antiga Educadora e só escuto notícias de São Paulo falando de crimes e de congestionamento nas ruas paulistas. Se eu ligo na ex-Rádio Cultura, vejo que essa estação foi privatizada pela Globo do Rio e por isto sou obrigado a escutar um locutor chato falando de horóscopo e de bandidagem nos morros cariocas.

A antiga Difusora virou Itatiaia e fala dos times de Belo Horizonte como se Uberlândia fosse uma cidade da Grande Belô. As outras rádios foram compradas por pastores evangélicos e só falam de Jesus e de Deus. Nada contra, mas, todo o dia e a toda hora, cansa! Nossas rádios foram privatizadas e nós ficamos sem notícias da cidade e da região.  Até parece que nós também fomos privatizados.

Castonino Fidelis Campos
Aposentado
Uberlândia (MG)





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12-11-2008


Uma saída para o UEC



Não sei o que os torcedores do UEC acham do que eu vou dizer, mas esta é a minha opinião e eu penso assim:
1- Os jogadores que chegam em Uberlândia, vindo de fora, pensam que esta é uma cidade super-rica e que aqui dinheiro dá em árvore ou nasce em mina como água.
2- Os jogadores chegam aqui pensando em ganhar milhões como ganham os do Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Quando caem na real e descobrem que o salário é pequeno na opinião deles, caem em depressão e começam a fazer corpo mole no campo para que a diretoria pague o que eles pensam que valem. Aí dá nessa porcaria que a gente vê dentro do campo, aqui no Estádio do Sabiá e lá fora.
3- Na minha opinião, só tem uma saída para o Uberlândia Esporte Clube voltar para a Primeira Divisão do Futebol de Minas e entrar para o Brasileirão: desativar o time profissional, voltar para o futebol amador e disputar o campeonato da cidade.
4- Ficar no Amador pelo menos três anos e retornar para o futebol profissional com jogadores “prata da casa”, sem vícios e sem maus costumes. Para mim, este é o caminho certo para tirar o UEC do atoleiro em que o time se meteu.
Não adianta mudar a diretoria. A diretoria atual do clube é boa e bem-intencionada. O que está errado é o sistema de contratação e de organização do time. Como está nós vamos passar muita raiva e decepção quando chegar a hora de disputar o Campeonato Mineiro com um time que empata em casa e perde lá fora. O resultado, ninguém precisa perguntar qual vai ser.

Michiades Alfonso Vieira
Torcedor de Verdão
Uberlândia (MG)

Ignorância

Ao ler o artigo intitulado “A ignorância nutricional do seu médico pode estar matando”, publicado na pág. B2 do CORREIO de Uberlândia no dia 8/11/2008, fiquei estarrecido. Ainda não sei se foi por ler um conteúdo de altíssima ignorância ou pela ignorância ser de uma pessoa com título superior e doutorado ou ainda o autor ser um especialista em psicologia que dissertou sobre nutrição em âmbito médico. Ignorância tamanha por não saber que atualmente a maioria das doenças é reflexo de um conjunto de fatores pertinentes a cada indivíduo, seja pela genética, por fatores socioeconômicos e fatores psicológicos. Ignorância absurda justamente por não exaltar a necessidade de tratamentos multidisciplinares para a população, nos quais nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas e psicólogos têm fundamental importância, não somente na terapêutica como na prevenção de doenças. Infelizmente esse é o retrato do País, onde a falta de informação impera até mesmo nos que se dizem doutores, naqueles que em vez de propor alternativas na melhoria da qualidade de vida da população simplesmente preferem julgar e culpar aqueles que somente querem ajudar.

João Vicente Queiroz
Médico
Uberlândia (MG)
joaovq@hotmail.com

Uberlândia sem crise

Nos últimos dias só vejo na imprensa falada, escrita e televisada, notícias crise. Onde está a crise? Aqui na nossa cidade não tem crise. O comércio está vendendo muito, o shopping está sempre cheio, as pessoas estão trabalhando, as construtoras estão construindo, tem emprego para quem quiser trabalhar. Uberlândia vai muito bem, obrigado. Então vamos parar de falar em crise e construir o nosso futuro. Deixem a crise nos Estados Unidos e na China. O Brasil não tem crise, graças a Deus, e o Corinthians está de novo na Primeira Divisão! Viva o Corinthians!

Anacleto Gagliosto
Consultor de negócios
Uberlândia (MG)





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