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Na Geral







21-09-2008


A notícia boa do vôlei



A boa notícia do esporte nesta semana foi, sem dúvida, a confirmação do Praia Clube na Superliga 2008. Seria uma pena ver todo o esforço despendido para conquistar uma vaga na competição mais importante do voleibol brasileiro ir por água abaixo por questões financeiras. Uma trajetória coroada com um título inédito para o vôlei mineiro. Até então, nenhuma outra equipe do Estado havia conquistado a Liga Nacional. Coube às meninas do Praia, comandadas por Spencer Lee e apoiadas por toda a diretoria do clube, a realização desta façanha.

Mas a luta continua. A busca por patrocínio ainda não acabou. E vai aqui uma dica aos empresários de Uberlândia. A Superliga é uma grande vitrine para a divulgação e exposição nacional de marcas. É o campeonato que mais chama a atenção da mídia, com transmissões de jogos ao vivo, por meio de canais de TV abertos e fechados e presença diária nos noticiários e jornais de todo o País. Por estas e outras, se eu tivesse uma empresa, gostaria de ver minha logomarca estampada na camisa destas guerreiras que vão defender o nome de Uberlândia, por meio do Praia Clube.

Agora outra dica, desta vez para os torcedores. Que ninguém cobre, neste primeiro ano de participação, a disputa de título por parte desta equipe. Como bem posicionou o técnico Spencer Lee, durante uma conversa com a imprensa na quinta-feira passada, do outro lado da quadra estarão equipes com orçamento superior a R$ 6 milhões, com caixa para contratar as melhores atletas do vôlei brasileiro.

A vida de quem esta começando não é fácil. Por isso, muito mais que cobrança, é o momento para apoiar o time e aproveitar a oportunidade para ver em quadra, aqui em Uberlândia, jogadoras como Fofão, Mari e Sheilla defendendo o São Caetano; Fabi e Fabiana comandadas por Bernardinho no Rexona-AdeS, além das também medalhistas olímpicas Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Thaissa e Sassá, que defenderão o Finasa/Osasco.




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13-09-2008


Difícil fardo do torcedor



Vida de torcedor realmente não é nada fácil. Mas não existe esperança maior que a de um torcedor. Assim como também não existe sofrimento maior que o de um torcedor. É ele que, com o ouvido colado ao rádio, imagina cada jogada e leva, com o coração, a bola na direção do gol adversário. É o torcedor que se coloca na posição do atacante do seu time e, com a cabeça inchada no travesseiro após uma derrota, se vê fazendo aquele gol que foi perdido e poderia ter dado novos rumos a uma partida.

Pobre torcedor, que economiza centavos para pagar uma entrada para a geral ou arquibancada de um campo de futebol, independentemente do fato de ser um jogo de decisão ou uma simples partida de começo de campeonato. Pior ainda é não ver, em campo, os jogadores que ganham salários várias vezes maiores que o seu, não corresponderem ao seu amor pela equipe.

Quando isso acontece, o torcedor esbraveja, xinga, procura culpados, jura que nunca mais acompanhará os jogos e deixa o campo com o coração partido. Mas desconheço outra espécie da raça humana que tenha a memória tão curta quanto o torcedor de futebol. Bastam alguns dias para que todo o sofrimento seja esquecido e a esperança renasça. Então, chega um novo jogo, uma nova história, e lá está ele, novamente, com o radinho colado ao ouvido ou amassando as nádegas no concreto de uma arquibancada.

Mas ele merece! Quem mandou ser um apaixonado por futebol? Tem até uma frase que diz o seguinte: “Mulher o homem escolhe, apaixona, se casa, descasa, desapaixona e se afasta, mas o time do coração é para toda a vida”.  Uma coisa não há como negar: o torcedor é, sem dúvida nenhuma, o principal protagonista desta paixão nacional, o futebol.

Tropeço na Série C
Caiu o último invicto no Campeonato Brasileiro da Série C. O Ituiutaba Esporte vinha fazendo uma campanha acima da regularidade, mas não resistiu à força do Brasil (RS). Quem acompanhou o jogo na cidade gaúcha, questionou algumas decisões do juiz da partida. Mas reclamação de perdedor é comum. O que precisa agora é levantar a cabeça e tentar recuperar o prejuízo. A chance é hoje contra o Guarani (SP) no estádio da Fazendinha. Quem pensa que o jogo será fácil, depois de o Boa já ter vencido dois confrontos contra o time paulista, está redondamente enganado. O Guarani tomou o gostinho da vitória depois de aplicar uma goleada no Marcílio Dias (SC) no meio da semana e não vai dar moleza aos comandados de Ney da Matta.

Mas, em Ituiutaba, a história é sempre um capítulo à parte. O calor sempre foi um grande aliado da equipe tijucana. Não falo apenas da temperatura ambiente, desde o inverno com todas as características de verão escaldante. Falo, sim, do calor humano que vem das arquibancadas e do alambrado. O calor da torcida. A Fazendinha é, sim, um grande alçapão que assusta o time adversário.





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