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Grupos são selecionados para o Festival de Dança
O evento que mantém o formato de anos anteriores começa dia cinco de novembro
Programa de Aprimoramento
Atualizada: 03/09/2008 - 08h52min

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A organização do 20º Festival de Dança do Triângulo recebeu neste ano inscrições de 120 grupos – 89 para a Mostra Amadora e 31 de profissionais. Desde segunda-feira passada, cinco especialistas se reúnem no Teatro Rondon Pacheco e analisam os DVDs com as coreografias dos concorrentes. Os grupos selecionados participarão do evento de 5 a 9 de novembro, no Sabiazinho.

Neste ano, a seleção é aberta ao público, como forma de garantir a transparência no processo de escolha. O número de integrantes da comissão de seleção aumentou de três para cinco - foram incluídos especialistas de danças étnicas e folclóricas e ainda manifestações de cultura urbana (break, dança de rua, b boys). “A intenção é garantir um julgamento mais abrangente e cuidadoso”, disse a coordenadora do festival, Flávia Fonseca.

Na análise das coreografias, cada integrante da banca dá uma nota para o grupo. A maior nota e a menor são descartadas e com o restante é feita uma média. A classificação do grupo se dá por essa soma. Entre os amadores, até 40 trabalhos poderão ser selecionados e dos profissionais, até 10 serão aceitos pelo festival.

Cada concorrente receberá, a partir de 9 de setembro, uma avaliação por escrito feita pela comissão de seleção. “É assim que os grupos poderão crescer, conhecer os seus pontos fortes e também onde podem melhorar”, disse a secretária municipal de Cultura, Mônica Debs.

No boletim de desempenho, os selecionadores farão observações acerca da coreografia e poderão sugerir cortes ou mudanças na apresentação. Fica a critério dos bailarinos aceitarem ou não as dicas dos especialistas. “Só não serão aceitos trabalhos não-pedagógicos”, afirmou um dos integrantes da banca, Marcelo Avellar.

A maioria dos concorrentes amadores é de grupos formados por crianças e adolescentes de Uberlândia, que iniciam seus estudos em dança. Grupos de outras sete cidades também concorrem nesta categoria. Entre os profissionais, 12 são grupos locais e os outros 19 são de fora da cidade.

O formato do festival segue o modelo do ano passado, de mostra não-competitiva e aproveitamento de espaços alternativos, como o Centro Cultural Balé de Rua e Oficina Cultural. “O objetivo do festival não é somente de ser uma vitrine do que é produzido na cidade. É por meio dele que os grupos daqui podem buscar melhorar. Todos os envolvidos crescem”, afirmou Mônica Debs.


Conheça os participantes da banca

Alexandre Snoop – bailarino, diretor e coreógrafo. Diretor coreográfico e bailarino da Cia. de Dança de Rua, de Ribeirão Preto (SP)

Marcelo Avellar – crítico de artes do Jornal “Estado de Minas”, diretor de teatro e professor na Escola de Teatro PUC-Minas

Roberto Pereira – crítico de dança do “Jornal do Brasil”, autor de nove livros sobre dança. Doutor em Comunicação e Semiótica e mestre em Filosofia

Sigrid Nora – coreógrafa, pesquisadora e professora da Universidade de Caxias do Sul (RS). Conselheira titular das Artes Cênicas do Ministério da Cultura

Shaide Halim – dançarina e estudiosa das danças árabes. Pioneira do Estilo Tribal no Brasil, com a Cia. Halim Estilo Tribal Brasileiro

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